O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), anunciou nesta terça-feira (20) a economista Pricilla Maria Santana como futura secretária estadual da Fazenda. A escolha marca o primeiro nome confirmado para compor o secretariado da próxima gestão no Estado.
Trajetória profissional
Pricilla Santana ocupa a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul desde janeiro de 2023. Antes disso, construiu carreira em órgãos federais ligados à política fiscal e à gestão da dívida pública. Entre 2015 e 2022, foi subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional, com responsabilidades na coordenação das relações financeiras entre União, Estados e municípios.
Seu currículo inclui também passagem pela estrutura ministerial como secretária‑adjunta de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Ao longo desses cargos, participou de processos de privatização, da coordenação do Regime de Recuperação Fiscal e das discussões relacionadas à reforma tributária.
Posição em agenda tributária atual
Desde agosto deste ano, Pricilla ocupa a segunda vice‑presidência do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), instância que faz parte da agenda de integração tributária e reformulação dos impostos indiretos no país. Essa atuação mais recente indica envolvimento direto com propostas que afetam receitas estaduais.
O que a nomeação significa para o Paraná
A confirmação de uma economista com experiência em relações federativas e em mecanismos de ajuste fiscal sinaliza atenção à gestão da dívida e ao diálogo com o governo federal e com prefeituras. Em um período de restrição orçamentária para Estados e municípios, essa articulação é central para acessar programas de ajuste e linhas de crédito condicionadas à disciplina fiscal.
- Gestão da dívida: histórico no Tesouro Nacional e no Regime de Recuperação Fiscal sugere prioridade em negociação e controle da dívida pública.
- Relações federativas: experiência em coordenação entre União, Estados e municípios facilita interlocução em projetos e transferências.
- Agenda tributária: participação no Comitê do IBS coloca a futura secretária no centro de discussões sobre mudanças na estrutura de impostos indiretos.
Primeiro nome confirmado
Pricilla Santana é o primeiro integrante anunciado para o secretariado de Moro no Paraná. A confirmação antecede a formação completa da equipe econômica e a definição de prioridades orçamentárias para o início da administração.
A escolha, por reunir experiência técnica em esferas federal e estadual, tende a repercutir no mercado, entre gestores municipais e em setores dependentes de políticas fiscais e de investimentos públicos. No entanto, detalhes sobre as diretrizes específicas da nova gestão para receitas, despesas e investimentos ainda dependem de anúncios subsequentes.
Tabela: principais marcos da carreira
| Ano(s) | Cargo / Atividade |
|---|---|
| Desde jan/2023 | Secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul |
| 2015–2022 | Subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional |
| Período não especificado | Secretária‑adjunta de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda |
| Desde ago/2026 | Segunda vice‑presidência do Comitê Gestor do IBS |
Impactos e próximos passos
Para servidores, prefeitos e agentes do mercado local, a expectativa agora volta‑se à divulgação do restante do time econômico e ao anúncio das políticas fiscais que orientarão o primeiro ano do governo. A atuação de Pricilla em temas como recuperação fiscal e reforma tributária indica que a gestão pretende prioridade na estruturação das contas públicas e na busca por maior previsibilidade nas receitas.
Nas próximas semanas, a nova equipe deverá detalhar projeções orçamentárias, metas fiscais e eventuais programas de ajuste ou incentivo a investimentos. A leitura técnica do mercado e a reação das administrações municipais serão determinantes para a implementação de medidas que exigem coordenação entre esferas de governo.
O anúncio da nomeação ressalta, em termos práticos, a escolha por um perfil técnico e experimentado em finanças públicas para o comando da Fazenda estadual. A avaliação completa sobre impactos fiscais e sobre eventuais mudanças de rumo nas políticas tributárias e de investimentos dependerá da publicação oficial das diretrizes e do conjunto de secretários que completarão a equipe de governo.
Informações adicionais sobre a formação do secretariado e as propostas econômicas devem ser divulgadas pelo governo eleito nos próximos comunicados oficiais.