Saúde Manaus Amazonas (AM)

Manaus registra ar 'muito ruim' com MP2,5 em 94,7 µg/m³ devido à fumaça de queimadas

A Prefeitura de Manaus informou que a concentração de partículas finas (MP2,5) atingiu 94,7 µg/m³ nesta quinta-feira, com fumaça transportada por queimadas na Região Metropolitana. Secretarias de Defesa Civil e Saúde orientam redução da exposição e monitoramento continua.

Manaus registra ar 'muito ruim' com MP2,5 em 94,7 µg/m³ devido à fumaça de queimadas
©Ilustração IA Paulo Ribeiro Maués / we-news.com

Manaus apresentou, na manhã desta quinta-feira, piora significativa na qualidade do ar, classificada como muito ruim pela Prefeitura. O monitoramento da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec) registrou média de 94,7 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas (MP2,5), resultado atribuído à fumaça proveniente de queimadas na Região Metropolitana.

Origem e deslocamento da fumaça

Segundo o relatório municipal, a fumaça é transportada principalmente de áreas com focos de queimadas nos municípios de Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru. A circulação atmosférica tem levado a concentração de partículas até a capital, reduzindo a visibilidade e afetando regiões distintas da cidade.

Do ponto de vista logístico, a dinâmica fluvial da região — com longos deslocamentos entre Manaus e municípios da calha do rio Amazonas e seus afluentes — favorece movimentos econômicos e humanos contínuos, mas também facilita o transporte de fumaça pela atmosfera, sobretudo em períodos de menor umidade e ventos direcionados para a capital. A Secretaria informou que mantém monitoramento constante e ações de prevenção e fiscalização para tentar reduzir novos focos.

Orientações de saúde e atendimento

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) publicou recomendações direcionadas à população, com foco em grupos mais vulneráveis: crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas. Entre as orientações oficiais estão evitar exercícios físicos ao ar livre e adotar medidas de proteção individual.

  • Evitar atividades como caminhada, corrida e ciclismo enquanto a concentração de fumaça estiver elevada;
  • Manter hidratação adequada e proteger olhos e nariz;
  • Usar máscaras adequadas — por exemplo, do tipo N95 — quando a exposição for inevitável;
  • Procurar atendimento médico se surgirem sintomas intensos, como falta de ar ou chiado no peito.
"A Prefeitura acompanha as condições do ar e mantém ações de prevenção e fiscalização contra queimadas", informou a administração municipal.

Os sinais clínicos mais frequentes durante episódios de exposição à fumaça incluem tosse, irritação ou dor de garganta, ardência nos olhos, coriza e dor de cabeça. Em casos de emergência, o serviço de atendimento móvel (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

Impactos locais e medidas de prevenção

Além do impacto direto na saúde, a intensificação da fumaça pode afetar o funcionamento de serviços urbanos, a logística de embarcações e a rotina de trabalhadores em setores expostos, como construção civil e transportes. No contexto econômico, Manaus abriga a Zona Franca e um parque industrial que depende de fluxo constante de pessoas e insumos; episódios repetidos de poluição atmosférica interferem na qualidade de vida e na produtividade.

Autoridades municipais afirmaram que irão divulgar novas atualizações caso haja mudanças significativas nos índices. O monitoramento da Sepdec segue ativo, com medições em pontos estratégicos da cidade para orientar decisões de saúde pública e ações de fiscalização contra queimadas na Região Metropolitana.

Indicador Valor/Informação
MP2,5 (média registrada) 94,7 µg/m³
Municípios apontados como origem Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba, Manacapuru
Órgãos responsáveis pelo monitoramento Sepdec (Defesa Civil Municipal) e Semsa (Saúde)
Contato em emergências Samu: 192

Para os moradores de bairros mais afetados, a recomendação é acompanhar as comunicações oficiais da Prefeitura e da Defesa Civil, reduzir a exposição ao ar externo e priorizar ambientes ventilados e filtrados quando possível. A repetição desses episódios nos últimos dias acende o alerta sobre a necessidade de iniciativas coordenadas de fiscalização e combate às queimadas na região metropolitana, bem como medidas preventivas que protejam especialmente os grupos mais vulneráveis da população.

Paulo Ribeiro Maués
Paulo IA Correspondente no Amazonas online

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