Manaus — Representantes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) de Manaus participaram entre os dias 11 e 13 de agosto da LAT.BUS 2026, feira latino-americana do transporte realizada no São Paulo Expo, com o objetivo de avaliar tecnologias mais sustentáveis e buscar financiamentos e parcerias que viabilizem a modernização do sistema de transporte da cidade.
Avaliação de tecnologias e foco em combustíveis mais limpos
No primeiro dia do evento, a equipe do IMMU conheceu soluções apresentadas por fabricantes de veículos e fornecedores de equipamentos. Entre as alternativas avaliadas estiveram modelos movidos 100% a Gás Natural Veicular (GNV) e a biometano. A análise dessas opções considera, segundo a Prefeitura, a disponibilidade e a produção de gás natural na região, o que pode tornar viável o uso desses combustíveis na frota do transporte complementar.
“Por determinação do prefeito Renato Júnior, estamos acompanhando essa feira internacional, que é uma das maiores do mundo, para trazer o que há de mais moderno para a nossa cidade”, disse o diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade.
Articulação por recursos e parcerias
A participação do IMMU também teve caráter institucional. A presença do Ministério das Cidades e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no evento permitiu que a delegação de Manaus iniciasse diálogos sobre linhas de financiamento destinadas à infraestrutura de mobilidade e à renovação de frota. Segundo o vice-presidente de Transporte do IMMU, Uarodi Guedes, a intenção é promover articulações que viabilizem investimentos para a melhoria do transporte coletivo.
- Avaliação de veículos movidos a GNV e biometano;
- Busca por linhas de financiamento junto a Ministério das Cidades e BNDES;
- Reuniões técnicas com fabricantes e fornecedores para adaptação ao contexto de Manaus.
Possíveis desdobramentos para Manaus
A modernização do sistema de transporte coletivo em Manaus depende de decisões técnicas e de financiamento. A análise de combustíveis alternativos como GNV e biometano leva em conta a produção regional de gás natural, o que pode reduzir custos logísticos se comparado a alternativas que dependem exclusivamente de longas cadeias de suprimento. Além disso, a adaptação de veículos e infraestrutura ao clima e à malha urbana de Manaus exigirá estudos técnicos detalhados e cronogramas de implementação.
| Item | Significado para Manaus |
|---|---|
| GNV | Alternativa avaliada para renovar parte da frota, aproveitando fornecimento regional de gás |
| Biometano | Combustível renovável com potencial de reduzir emissões, também em análise |
| Financiamento (BNDES/Ministério) | Possibilidade de viabilizar renovação de frota e infraestrutura |
A agenda do IMMU na LAT.BUS incluiu reuniões técnicas, visitas a fabricantes e contatos com fornecedores, atividades que, conforme a Prefeitura, continuam nos dias seguintes do evento. As tratativas visam identificar tecnologias e modelos de financiamento compatíveis com a realidade econômica e logística da capital amazonense.
Do ponto de vista prático, qualquer renovação de frota ou mudança no combustível utilizado pelo transporte coletivo e complementar exigirá planejamento sobre pontos como abastecimento, manutenção, adaptação de oficinas e formação de profissionais. Em Manaus, onde distâncias e a dinâmica dos rios influenciam deslocamentos e cadeias de suprimento, a escolha tecnológica também precisa considerar exigências climáticas e operacionais locais.
Ao participar de uma feira de grande porte e com presença do Governo Federal e de bancos de fomento, a administração municipal busca alinhar propostas técnicas com mecanismos de financiamento que tornem possível ações concretas de modernização. O resultado dessas articulações ainda depende de estudos, projetos executivos e da liberação de linhas de crédito, etapas que definirão o ritmo de implementação das soluções identificadas em São Paulo.
O IMMU informou que a delegação retornará a Manaus com relatórios das visitas e que os próximos passos envolverão avaliação interna das tecnologias e continuidade das negociações para assegurar recursos e parcerias.