O projeto do Aquário de Manaus, idealizado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), entrou em nova fase de definição técnica nesta quinta-feira (13/8), quando diretores do órgão se reuniram com consultores nacionais para tratar das especificações de equipamentos, tratamento de água, recintos de exposição e protocolos voltados ao bem-estar dos animais. A proposta, conforme apresentado pelos responsáveis, vai além da exposição de peixes: a intenção é que o equipamento transforme a biodiversidade dos rios amazônicos em conhecimento, educação e conservação, oferecendo ao visitante a chance de “mergulhar na Amazônia sem sair do coração da cidade”.
Consultoria e foco multifuncional
A consultoria técnica reúne profissionais com experiência em aquarismo e preservação. Entre eles, o biólogo André Beto, da empresa Atol, que atua há 27 anos no setor. Para o especialista, a iniciativa representa uma oportunidade rara de aproximar o público de um ambiente subaquático de difícil acesso e de articular pesquisa, educação e conservação no mesmo empreendimento.
“É poder explorar de maneira educativa e também com pesquisa e conservação um empreendimento como um aquário de visitação pública, onde as pessoas vão ter a oportunidade de conhecer as espécies e o seu modo de vida subaquático, que é um ambiente às vezes bem difícil de se acessar”,
Segundo o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto, o aquário será implantado na gestão do prefeito Renato Junior. A reunião tratou de detalhes que vão desde a execução da obra e suas características singulares até sistemas de tratamento de água, recintos de exposição, bem-estar dos animais e serviços inerentes ao aquarismo.
Três pilares do projeto
Os consultores destacaram que o equipamento deve cumprir uma tríade funcional que extrapola o entretenimento. O projeto é pensado para entregar ao público, simultaneamente:
- Entretenimento — experiência sensorial e de visitação para residentes e turistas;
- Educação — programas interpretativos e expositivos que contextualizem os ecossistemas aquáticos da Amazônia;
- Conservação — ações de pesquisa, manejo e protocolos de bem-estar animal alinhados às práticas de aquarismo responsável.
| Pilar | Objetivo |
|---|---|
| Entretenimento | Oferecer experiência de visitação integrada ao ambiente urbano |
| Educação | Divulgar conhecimento sobre espécies e ecossistemas aquáticos |
| Conservação | Promover pesquisa e boas práticas de manejo animal |
Os trabalhos de consultoria também envolvem a definição de equipamentos específicos e processos operacionais, além de sistemas de tratamento de água capazes de reproduzir condições adequadas para espécies amazônicas. Esses aspectos são centrais para garantir o bem-estar dos animais e a sustentabilidade das operações, sobretudo em um contexto urbano como o de Manaus, onde o fluxo de visitantes e a logística de manutenção serão determinantes para o sucesso do empreendimento.
Impactos locais e próximos passos
Para Manaus, a criação de um aquário com foco na biodiversidade regional tem potencial para agregar valor ao roteiro turístico da cidade — já marcado pela presença do Teatro Amazonas, da orla e pela dinâmica da Zona Franca — e para fortalecer ações de educação ambiental voltadas a moradores e visitantes. A aproximação entre pesquisa e visitação também pode abrir espaço para parcerias com universidades e instituições de pesquisa locais, além de centros de conservação.
Ainda de acordo com o Implurb, a próxima etapa consiste em concluir as especificações técnicas detalhadas e avançar para os projetos executivos da obra. O processo deverá contemplar, conforme as definições da consultoria, uma infraestrutura capaz de garantir os três pilares indicados e as condições necessárias para replicar, em ambiente urbano, elementos representativos dos rios e ecossistemas amazônicos.
O desenvolvimento do Aquário de Manaus será acompanhado de perto por autoridades municipais e por profissionais do aquarismo nacional, cujo trabalho técnico foi destacado na reunião como fundamental para transformar o plano em um equipamento que conjuga visitação, ciência e conservação.