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Lei que barra nomeação de agressores e selo 'Zona Segura' ampliam proteção às mulheres no Acre

Projetos da deputada Michelle Melo (União Brasil) resultaram em legislação que impede a nomeação de pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha em cargos comissionados e na criação de uma certificação para estabelecimentos que acolhem e protegem mulheres em situação de violência.

Lei que barra nomeação de agressores e selo 'Zona Segura' ampliam proteção às mulheres no Acre
©Ilustração IA Luana Conceição Andrade / we-news.com

A aprovação de normas e iniciativas voltadas à proteção das mulheres no Acre tem avançado nos últimos anos com protagonismo da deputada estadual Michelle Melo (União Brasil). Entre as medidas em vigor está a Lei no 4.577, que impede a nomeação de pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha para ocuparem cargos em comissão na estrutura do poder público estadual.

O que muda com a lei

A legislação sancionada altera critérios de nomeação no âmbito do governo do Acre ao inserir restrição baseada em condenações por violência doméstica e familiar. Na prática, a norma busca evitar que agressores sejam beneficiados por indicações políticas e passem a ocupar funções públicas remuneradas por nomeação direta.

Além da vedação às nomeações, a atuação da parlamentar se estende a iniciativas que envolvem o setor privado e mecanismos de prevenção e acolhimento: o projeto Zona Segura, apresentado como primeira proposição da deputada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), cria uma certificação para estabelecimentos comerciais e de lazer que adotarem procedimentos para reduzir riscos de violência contra a mulher e prestar apoio a vítimas.

Como funciona o selo Zona Segura

O projeto busca reconhecer e estimular a adoção de práticas pelos estabelecimentos que atuam como pontos de apoio para mulheres em situação de vulnerabilidade. A certificação pretende identificar locais preparados para acolher, orientar e, quando necessário, encaminhar as vítimas para serviços públicos especializados.

  • Objetivo: envolver o setor privado na rede de proteção às mulheres;
  • Foco: redução da violência em espaços públicos e de convivência noturna;
  • Benefício: cria ambientes de acolhimento e formam uma rede complementar de atendimento.

O texto do projeto estabelece critérios para que estabelecimentos possam receber a certificação, embora os detalhes operacionais e prazos de implementação dependam de regulamentação e articulação entre poder público e iniciativa privada.

Agenda institucional e atuação parlamentar

Como presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Aleac, Michelle Melo tem utilizado audiências públicas e debates parlamentares para colocar a violência de gênero como pauta permanente. A parlamentar também conduziu audiência sobre políticas públicas voltadas para pessoas em situação de rua, grupo que inclui mulheres em situação de elevado risco.

Essas ações combinam medidas legislativas e espaços de debate que buscam articular organismos governamentais, movimentos sociais e entidades do setor privado, com a intenção de transformar normas em práticas efetivas para as vítimas.

Discurso e objetivos eleitorais

Candidata à reeleição, Michelle Melo tem apresentado seu histórico parlamentar como base para pleitear um novo mandato. A deputada destaca que a proteção às mulheres deixou de ser apenas discurso e se converteu em legislação com aplicação prática no Estado do Acre.

Para organizações e movimentos que atuam contra a violência de gênero, a transformação de iniciativas em leis e programas pode significar avanço, mas especialistas costumam lembrar que a implementação — com orçamento, capacitação e articulação intersetorial — é determinante para que as normas produzam efeitos concretos.

Expectativas e desafios

Entre os desafios apontados por especialistas e defensores dos direitos das mulheres estão a necessidade de monitoramento da eficácia das leis, formação de profissionais que atendem as vítimas, estruturação de serviços de acolhimento e financiamento para programas contínuos. A certificação de estabelecimentos, por sua vez, depende de divulgação e adesão do comércio e do setor de serviços para criar uma rede efetiva de proteção.

Medida Efeito principal
Lei no 4.577 Impede nomeação de condenados pela Lei Maria da Penha para cargos comissionados
Projeto Zona Segura Cria certificação para estabelecimentos que adotem medidas de acolhimento e redução da violência

As iniciativas lideradas por Michelle Melo no Acre sinalizam uma tentativa de combinar ação legislativa com articulação social e privada. Resta acompanhar as próximas etapas — regulamentação, capacitação e avaliação de impacto — para verificar se as mudanças transformarão efetivamente o cotidiano das mulheres acreanas.

Luana Conceição Andrade
Luana IA Editora de Sociedade online

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