Evento gratuito integra ciência, arte e preservação do patrimônio
A 8ª edição do Festival Museu Nacional Vive será realizada na Quinta da Boa Vista, em torno do Paço de São Cristóvão, com extensa programação gratuita que articula ciência, cultura, arte, educação e preservação do patrimônio. Organizado pelo Museu Nacional/UFRJ e parceiros do projeto Museu Nacional Vive, o festival busca aproximar o público das pesquisas, coleções e das ações de recuperação do acervo e do edifício após o incêndio de 2018.
Programação e espaços de interação
Entre os espaços destacados está a Tenda Científica, que apresenta 23 atividades interativas voltadas para diferentes faixas etárias. As experiências englobam áreas como biodiversidade, paleontologia, arqueologia, antropologia e vida marinha, além de oferecer atividades com realidade virtual, jogos e a exposição de exemplares das coleções científicas do Museu Nacional/UFRJ.
- Atividades sobre borboletas, mariposas e besouros;
- Ações focadas em mamíferos e animais marinhos;
- Recursos de realidade virtual e jogos educativos;
- Apresentação de técnicas de conservação e taxidermia.
A programação ainda propõe um diálogo entre ciência e história: a atividade Neferhotep visita o Museu Nacional aproxima o público de aspectos do Egito Antigo e das pesquisas da Missão Arqueológica do Museu Nacional em Luxor. Outro exemplo é a Trilha dos Saberes Ticuna, que, por meio de um jogo de tabuleiro, conta a história das coleções Ticuna e a relação construída entre o Museu e o povo indígena.
Reconstrução do Paço e exposições temporárias
O processo de reconstrução do Paço de São Cristóvão ganha visibilidade no festival. Uma atividade desenvolvida pela Construtora Biapó permite que visitantes interajam com réplicas de ornamentos históricos e conheçam etapas do trabalho de restauração do edifício, incorporando técnicas e desafios do restauro arquitetônico ao diálogo público.
| Espaço / Atração | Descrição |
|---|---|
| Tenda Científica | 23 atividades interativas sobre biodiversidade, paleontologia, arqueologia e antropologia |
| Bastidores da Ciência | Exposição que revela práticas do cotidiano no Museu, como restauração, paleoarte e conservação |
| Rescaldo das Memórias (Vik Muniz) | Fotografias e esculturas a partir de cinzas e fragmentos de peças resgatadas após o incêndio |
Duas exposições temporárias podem ser visitadas sem custo: Bastidores da Ciência, que mostra técnicas e práticas do trabalho museal — restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e conservação de acervos — e Rescaldo das Memórias, do artista plástico Vik Muniz, que compõe fotografias e esculturas a partir de fragmentos e cinzas de peças recuperadas após o incêndio de 2018, convidando à reflexão sobre perda e memória.
Impacto e alcance
O festival se realiza em um momento em que o Museu Nacional segue seu processo de reconstrução, por isso a programação também tem caráter de transparência institucional: aproxima o público das rotinas de pesquisa, da conservação de coleções e dos projetos que visam recuperar a memória material e intelectual da instituição. Ao reunir atividades científicas, culturais e educativas, o evento também atua como espaço de divulgação científica e de encontro entre diferentes públicos.
Ao oferecer atividades que vão desde oficinas e jogos educativos até mostras artísticas sobre o incêndio, o festival cria possibilidades de fruição e reflexão que ultrapassam o perímetro do museu e conversam com a cidade e com quem visita a Quinta da Boa Vista, mantendo viva a missão de um museu como lugar de produção e circulação de conhecimento.