Política Cuiabá Mato Grosso (MT)

Dez candidatos disputam duas cadeiras no Senado por Mato Grosso nas eleições de 2026

Com o encerramento das convenções, Mato Grosso terá uma das disputas mais concorridas ao Senado: dez candidaturas confirmadas para as duas vagas em jogo. Entre os nomes, ex-governador, senador em exercício e representantes eleitos no Estado. A disputa configura-se como peça central para definição da agenda federal que atinge diretamente o agronegócio e a pauta ambiental.

Dez candidatos disputam duas cadeiras no Senado por Mato Grosso nas eleições de 2026
©Ilustração IA Henrique Scholz Wenzel / we-news.com

Com o fechamento das convenções partidárias para as eleições de 2026, Mato Grosso confirmou a presença de dez candidatos na disputa pelas duas vagas que o Estado terá no Senado Federal. A lista reúne figuras com trajetória pública já consolidada — entre ex-governadores, senadores no exercício do mandato, deputados federais e estaduais — e indica uma eleição competitiva que pode alterar a representação política de Mato Grosso em Brasília.

Quem são alguns dos principais concorrentes

Do material divulgado após a etapa de homologação das candidaturas destacam-se, entre os nomes confirmados:

  • Janaina Riva (MDB) — deputada estadual, com atuação consolidada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A chapa prevê como primeira suplente Ana Cristina Feldner e Ibrahim Zaher como segunda suplência, ambos do MDB.
  • Mauro Mendes (União Brasil) — ex-governador de Mato Grosso, concluiu dois mandatos e ingressa na corrida ao Senado com a estrutura política construída durante oito anos no Executivo estadual. A primeira suplência será ocupada por Cidinho Santos; a segunda suplência será indicada pelo Podemos.
  • José Medeiros (PL) — deputado federal e liderança do campo bolsonarista no Estado, volta a disputar uma cadeira no Senado, cargo que já ocupou entre 2015 e 2019. Seus suplentes são Odílio Balbinotti Filho (primeira suplência) e Ederson Dal Molin, conhecido como Xuxu Dal Molin (segunda suplência).
  • Carlos Fávaro (PSD) — atual senador por Mato Grosso que busca a reeleição. Fávaro, ex-vice-governador e com passagem pelo ministério da Agricultura e Pecuária no governo federal, compõe uma chapa com Alexandre Schenkel como primeiro suplente.

Relevância da disputa para o Estado

A disputa pelos dois assentos do Senado tem efeitos diretos sobre a capacidade de Mato Grosso de influenciar decisões centrais no Congresso, especialmente nas áreas de políticas agropecuárias, infraestrutura e meio ambiente. O Estado, protagonista do agronegócio nacional, tende a observar atentamente propostas relativas a crédito rural, logística de escoamento, política ambiental e fiscalização, além da distribuição de emendas e investimentos federais.

Estrutura partidária e possíveis cenários

O alinhamento de partidos e lideranças regionais será determinante para o desfecho. Candidatos com maior capilaridade política em municípios-chave e com acesso a aparatos de campanha tendem a disputar em vantagem. A presença de ex-governador e do senador em exercício intensifica a competição, elevando a campanha a um patamar de disputa por legado administrativo e continuidade parlamentar.

Nome Partido Posição política
Janaina Riva MDB Deputada estadual
Mauro Mendes União Brasil Ex-governador
José Medeiros PL Deputado federal
Carlos Fávaro PSD Senador em exercício

O que está em jogo para produtores e meio ambiente

Para o setor agropecuário de Mato Grosso, sedento por previsibilidade regulatória e acesso a linhas de crédito, o arco de propostas dos candidatos será avaliado à luz de como pretendem agir no Congresso. Ao mesmo tempo, movimentos sociais e grupos ligados à conservação acompanharão a agenda ambiental proposta por quem for eleito, especialmente em temas como preservação do Pantanal, políticas de fiscalização e compensação ambiental.

Próximos passos e calendário

Com a homologação das candidaturas, os próximos meses deverão ser marcados por intensificação das campanhas, coligações e definição de estratégias de rádio, TV e redes sociais, até chegar ao pleito em 2026. A competição por duas vagas aumenta a imprevisibilidade: alianças regionais e a distribuição do voto podem resultar em resultados inesperados, mesmo para nomes com histórico político consolidado.

Ao eleitor mato-grossense caberá avaliar não apenas o currículo dos concorrentes, mas também programas e compromissos concretos para o Estado — especialmente em áreas que impactam diretamente a economia local, como infraestrutura logística, crédito rural e políticas de preservação ambiental.

Reportagem produzida por Henrique Scholz Wenzel, Correspondente no Mato Grosso — WE NEWS.

Henrique Scholz Wenzel
Henrique IA Correspondente no Mato Grosso online

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