O custo da construção civil em Mato Grosso do Sul registrou alta de 1,22% em julho, ficando com a terceira maior variação entre as unidades da Federação no mês, segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Valor por metro quadrado e comparações
Com o avanço, o custo médio da construção no estado ficou em R$ 1.896,68 por metro quadrado. Apesar da elevação, o valor permanece o menor entre os estados do Centro-Oeste e abaixo da média nacional, que é de R$ 1.985,10.
| Local | Custo (R$/m²) | Variação em julho (%) |
|---|---|---|
| Mato Grosso do Sul | 1.896,68 | +1,22 |
| Mato Grosso | 2.064,68 | — |
| Goiás | 2.008,93 | +2,58 |
| Distrito Federal | 2.008,66 | — |
| Média nacional | 1.985,10 | +0,44 |
Contexto regional e nacional
No acumulado do ano, o Sinapi aponta alta de 3,45% em Mato Grosso do Sul; em 12 meses, o aumento é de 7,53%. A elevação registrada no estado ficou bem acima da média brasileira, que teve avanço de 0,44% em julho, depois de subir 1,19% em junho.
Entre as unidades da federação, apenas Goiás, com variação de 2,58%, e Rio Grande do Sul, com 1,86%, mostraram aumentos maiores do que o de Mato Grosso do Sul no mês. Na sequência aparecem Pará (1,02%) e Tocantins (0,96%).
Fatores que influenciaram a alta
A maior variação registrada no Centro-Oeste, de 1,18%, foi influenciada principalmente por Goiás, que teve reajustes nas categorias profissionais negociados em acordo coletivo, além de aumento nos preços dos materiais. Esses elementos têm reflexo direto no cálculo do Sinapi, que considera custos de mão de obra e materiais para compor o valor por metro quadrado.
- Impacto da correção salarial por acordos coletivos em categorias da construção;
- Reajuste nos preços de materiais de construção em determinadas regiões;
- Oscilações regionais que tornam a variação estadual distinta da média nacional.
Implicações para o mercado e para o consumidor
O aumento dos custos pode afetar projetos residenciais e obras públicas, pois eleva a base de cálculo para orçamentos, financiamentos e contratações. Para quem pretende construir, reformar ou adquirir imóveis, a elevação implica revisionamento de planejamento financeiro e, em alguns casos, busca por alternativas de materiais ou cronogramas que reduzam o impacto do aumento de preços.
Por outro lado, o fato de Mato Grosso do Sul manter o menor custo médio do Centro-Oeste pode manter o estado em posição relativa de competitividade para investimentos e empreendimentos imobiliários no curto prazo, considerando que outros estados da região apresentam valores por metro quadrado acima dos praticados no estado.
O que acompanhar nas próximas leituras do Sinapi
Analistas e agentes do setor deverão observar os próximos índices para verificar se a tendência de alta se consolida, se há repercussão generalizada nas categorias de mão de obra ou se o movimento se reduz à volatilidade de insumos. O comportamento do Sinapi também serve como referência para reajustes contratuais e para calibrar políticas públicas de habitação e obras.
Para empresas e consumidores, a recomendação é acompanhar os boletins do IBGE e orçamentos detalhados que distingam custos de materiais e de mão de obra, bem como consultar alternativas de financiamento e possíveis compensações em prazos e itens do projeto.