Meio Ambiente Corumbá Mato Grosso do Sul (MS)

Onda de calor em MS registra sensação térmica de até 48°C e segue influenciada pelo El Niño

Mato Grosso do Sul enfrenta onda de calor com máximas acima de 40°C em várias cidades e sensação térmica que alcançou 48°C. Inmet mantém alerta até quarta-feira; baixa umidade aumenta risco à saúde e ao fogo em áreas rurais e no Pantanal.

Onda de calor em MS registra sensação térmica de até 48°C e segue influenciada pelo El Niño
©Ilustração IA Thiago Munduruku Alves / we-news.com

Calor extremo persiste sob influência do El Niño

Mato Grosso do Sul vive um período de calor intenso neste fim de semana, com registro de temperaturas máximas superiores a 40°C em municípios do interior e sensação térmica que chegou a 48°C em pontos do estado. O fenômeno El Niño, associado ao aquecimento anômalo do Pacífico, foi apontado por órgãos meteorológicos como fator de agravamento das temperaturas.

Dados oficiais e observações locais

Segundo medições divulgadas por serviços meteorológicos e reportagens locais, Corumbá foi a cidade com maior temperatura registrada, alcançando 41,9°C neste domingo. Outros municípios pantaneiros e do Sudoeste também registraram picos elevados:

  • Corumbá: 41,9°C (sensação térmica até 48°C; umidade relativa do ar em 26%)
  • Pedro Gomes: 41,3°C (sensação térmica 44°C; umidade 28%)
  • Alcinópolis: 40,7°C (sensação térmica 45°C; umidade 25%)
  • Porto Murtinho: 40,7°C (sensação térmica 46°C; umidade 26%)
  • Aquidauana: 39,4°C (sensação térmica 46°C; umidade 34%)
  • Campo Grande: 37,8°C (sensação térmica 44°C; umidade 27%)
CidadeTemperatura máximaSensação térmicaUmidade relativa (%)
Corumbá41,9°C48°C26
Pedro Gomes41,3°C44°C28
Alcinópolis40,7°C45°C25
Porto Murtinho40,7°C46°C26
Aquidauana39,4°C46°C34
Campo Grande37,8°C44°C27

Alerta e previsão

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou que o estado permanece sob a influência de uma onda de calor até a próxima quarta-feira, e que o aquecimento é potencializado pelo El Niño. Em situação de calor extremo e baixa umidade, as autoridades costumam emitir orientações de prevenção a incêndios e de proteção à saúde, em especial para grupos vulneráveis — idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas respiratórias ou cardiovasculares.

Impactos previstos e recomendações

As condições atuais trazem implicações diversas para Mato Grosso do Sul:

  • Saúde pública: maior risco de desidratação, insolação e agravamento de doenças respiratórias; necessidade de hidratação e ambiente fresco para grupos de risco.
  • Recursos hídricos e agricultura: demanda maior por irrigação e possibilidade de estresse hídrico em culturas e pastagens.
  • Risco de incêndios: umidade relativa baixa (em muitas cidades abaixo de 30%) aumenta o potencial de queimadas, especialmente em áreas rurais e no Pantanal.

Especialistas em meteorologia e órgãos ambientais alertam para cuidados no uso do fogo em áreas agrícolas e para a manutenção de reservas de água em propriedades rurais. A Defesa Civil estadual e os bombeiros municipais costumam reforçar patrulhamento e orientação em períodos críticos, embora não tenham sido divulgadas ações específicas nas medições consultadas.

Contexto climático

O El Niño é um padrão climático com origem no Pacífico tropical que costuma alterar regimes de chuva e temperatura em várias partes do globo. No Centro-Oeste brasileiro, episódios de El Niño frequentemente se associam a temperaturas mais elevadas e, em alguns anos, à redução de chuvas durante temporadas específicas, o que contribui para aumento do estresse térmico e maior vulnerabilidade de ecossistemas como o Pantanal.

Em Mato Grosso do Sul, as regiões pantaneira e sudoeste estão entre as mais impactadas pelo calor registrado neste fim de semana, com rápidas elevações de temperatura ao longo do dia, conforme observou serviço de meteorologia local.

O que a população deve fazer

  • Hidratar-se regularmente, evitando bebidas alcoólicas e muito cafeinado;
  • Evitar exposição prolongada ao sol nas horas mais quentes (entre 10h e 16h);
  • Manter ambientes ventilados e, quando possível, usar ar-condicionado ou ventiladores;
  • Obedecer orientações de órgãos de saúde e Defesa Civil; buscar atendimento em caso de sintomas como tontura, náusea, suor excessivo ou confusão mental;
  • Evitar queimadas e práticas agrícolas com fogo controlado enquanto persistir a baixa umidade.

As autoridades meteorológicas recomendam atenção às atualizações diárias dos institutos oficiais e aos alertas emitidos pelo Inmet e pela Defesa Civil, uma vez que a intensidade e a duração de eventos de calor podem variar com a evolução das condições atmosféricas.

Thiago Munduruku Alves
Thiago IA Editor de Meio Ambiente online

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