Panorama empresarial da capital
Campo Grande contabilizou 148.531 empresas ativas em setembro de 2026, segundo boletim elaborado pela Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável). Do total, 94,41% correspondem a pequenos negócios — soma de microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte —, que formam a base produtiva predominante na cidade.
Composição por porte e setor
Os dados mostram que os MEIs são o maior contingente: 78.372 registros. Em seguida aparecem as microempresas, com 48.132, e as empresas de pequeno porte, com 13.718. O setor de serviços concentra a maioria das atividades, respondendo por 58,68% das empresas, enquanto o comércio representa 24,76% do total.
- Total de empresas ativas: 148.531
- Percentual de pequenos negócios: 94,41%
- MEIs: 78.372
- Microempresas: 48.132
- Empresas de pequeno porte: 13.718
- Participação do setor de serviços: 58,68%
- Participação do comércio: 24,76%
"A base cresceu 44,02% desde março de 2020, mas recuou 0,41% em relação a julho, com 616 registros a menos, efeito da revisão de cadastros de MEIs pela Receita Federal."
Crescimento desde 2020 e variação recente
Desde março de 2020, quando a cidade registrava 103.129 estabelecimentos ativos, a base empresarial de Campo Grande cresceu 44,02%. Esse aumento reflete a expansão do empreendedorismo local nos últimos anos e a formalização de negócios. No entanto, entre julho e setembro de 2026 houve um recuo: a capital tinha 149.147 empresas em julho, ou seja, 616 registros a mais do que em setembro — uma redução de aproximadamente 0,41%.
O boletim relaciona essa retração à readequação dos registros de MEIs pela Receita Federal e à mudança de enquadramento de alguns microempreendedores individuais para microempresas. Ainda que tenha havido essa correção, os MEIs mantêm-se como o maior grupo da base empresarial da cidade.
Relevância regional
Campo Grande concentra uma fatia relevante da atividade empresarial do estado: reúne 41,29% das empresas registradas em Mato Grosso do Sul. Esse peso reforça a função da capital como polo comercial e de serviços, o que tem implicações diretas para a oferta de emprego, para a arrecadação municipal e para a demanda por infraestrutura urbana, como transporte e espaço público para comércio.
| Categoria | Registros |
|---|---|
| MEIs | 78.372 |
| Microempresas | 48.132 |
| Empresas de pequeno porte | 13.718 |
| Total de empresas ativas | 148.531 |
Consequências e pontos de atenção para a cidade
O predomínio dos pequenos negócios em Campo Grande traz vantagens e desafios para a gestão municipal. Por um lado, a presença maior de MEIs e microempresas indica dinamismo empreendedor e potencial para geração de ocupação local. Por outro, a fragilidade típica de pequenas estruturas exige políticas públicas voltadas a capacitação, acesso a crédito, formalização e desburocratização para reduzir a informalidade e aumentar a sobrevivência empresarial.
Além disso, a concentração no setor de serviços implica necessidades específicas de infraestrutura — como mobilidade urbana, segurança e regulamentação do uso do espaço público — que afetam o dia a dia de empreendedores e clientes. A revisão de cadastros de MEIs pela Receita Federal, que impactou o número de registros, também evidencia a importância de bases de dados atualizadas para o planejamento municipal e para a formulação de estímulos econômicos.
O boletim da Semades utiliza informações da Receita Federal compiladas pelo DataSebrae, com atualização em 25 de setembro. Os números consideram matrizes e filiais, oferecendo um retrato amplo da estrutura empresarial de Campo Grande no período.