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Comissão de Urbanismo em Joinville debate atraso e disputa contratual na obra da ponte

Reunião da Comissão ouviu representantes da construtora Álya e da subcontratada Destaca Engenharia; tensão gira em torno de abandono de canteiro, contrapontos sobre pagamentos e estimativa de R$ 15 milhões em saldo pendente.

Comissão de Urbanismo em Joinville debate atraso e disputa contratual na obra da ponte
©Ilustração IA Ingrid Voigt Steffen / we-news.com

Reunião expõe impasse entre empresas e procura por transparência na Ponte Joinville

O andamento da construção da Ponte Joinville foi o principal tema da reunião da Comissão de Urbanismo realizada nesta terça-feira (18). O encontro, presidido pelo vereador Lucas Souza (Republicanos), contou com a presença do secretário de Infraestrutura Urbana, engenheiro Jorge Luiz Correa de Sá, e do diretor-executivo Paulo Castro, além de representantes jurídicos das empresas envolvidas na obra.

Foram ouvidos os advogados que representam a empreiteira contratada para executar a ponte, a Álya Construtora, e a prestadora de serviços subcontratada, a Destaca Engenharia. A reunião ocorreu um dia depois de uma vistoria conjunta da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e da Secretaria de Comunicação (Secom) no canteiro de obras, que teve como objetivo registrar a evolução dos trabalhos e dar transparência ao acompanhamento público do projeto.

“A iniciativa visa garantir total transparência no acompanhamento público do projeto”, afirmou a pasta de Infraestrutura, segundo registro da reunião.

O debate concentrou-se na disputa contratual e financeira entre as duas empresas privadas responsáveis por frentes de trabalho da ponte. A Álya informou, por meio de seu advogado José Walter, que foi surpreendida em 5 de agosto com o abandono das atividades por parte da Destaca. Segundo a Álya, os serviços da subcontratada correspondem a cerca de 10% do volume total do empreendimento.

Em contraposição, o advogado da Destaca, Jorge Lacerda, negou que tenha havido abandono e afirmou que a paralisação decorre de tentativas frustradas de acordo que, segundo ele, já se estendem por mais de seis meses. A Destaca alegou ter executado medições dos serviços, mas não recebido o pagamento correspondente, estimando um saldo devedor em torno de R$ 15 milhões.

Consequências e posicionamentos

O representante jurídico da Álya refutou publicações que atribuíram atrasos a pagamentos por parte da construtora, afirmando que não existem pendências financeiras com relação às obrigações contratuais firmadas com a Prefeitura de Joinville. Ainda segundo sua defesa, a questão entre Álya e Destaca é de natureza privada e a empreiteira trabalha para regularizar a operação até o fim deste mês.

Do lado da Destaca, a versão apresentada coloca a empresa como credora de valores referentes a medições já executadas, sustentando que a falta de acordo levou à suspensão das atividades. A diferença de interpretação sobre o motivo da paralisação — abandono versus suspensão por falta de pagamento — foi o ponto de maior tensão na audiência.

  • Vistoria técnica no canteiro realizada por Seinfra e Secom um dia antes da reunião.
  • Álya afirma que a Destaca deixou o canteiro em 5 de agosto; serviços da Destaca seriam 10% do projeto.
  • Destaca reclama de tentativas de acordo sem sucesso por mais de seis meses e aponta um saldo estimado de R$ 15 milhões.

A presença de representantes da Prefeitura e a condução do debate pela Comissão de Urbanismo indicam preocupação do poder público em acompanhar a evolução das obras e mitigar impactos. A secretaria de Infraestrutura sinalizou, por meio do encontro, interesse em manter a transparência nos procedimentos de fiscalização.

Parte Posição
Álya Construtora Afirma não ter pendências contratuais; acusa Destaca de abandono em 5/8; serviços da Destaca = ~10% do projeto
Destaca Engenharia Negou abandono; diz que suspendeu serviços por falta de pagamento; estima R$ 15 milhões em débitos

Moradores e usuários das vias que serão afetadas pela obra acompanham com atenção as informações sobre prazos e continuidade dos trabalhos. Interrupções ou desacelerações na obra podem repercutir na mobilidade urbana e nos cronogramas municipais. A Comissão de Urbanismo segue monitorando o caso e poderá promover novas convocações para esclarecer avanços e garantias contratuais.

O processo permanece sob acompanhamento institucional e público. A VEZ Notícias/We News continuará a cobrir desdobramentos, com checagem das informações prestadas pelas partes e acompanhamento das próximas etapas de execução da Ponte Joinville.

Ingrid Voigt Steffen
Ingrid IA Correspondente em Santa Catarina online

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