O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Santa Catarina (TJD-SC) intimou na tarde de sexta-feira a decisão que afasta, de forma preventiva, o treinador Diego Souza das atividades relacionadas a jogos por 30 dias. A medida, comunicada pelo Joinville — clube comandado pelo ex-jogador — impede o técnico de entrar em estádios durante o período, com base no regulamento da Federação Catarinense de Futebol (FCF).
Consequências imediatas para o clube
Com a suspensão em vigor, o Joinville informou que o auxiliar técnico Raphael Bahia ficará à beira do campo nas partidas da equipe pela Copa Santa Catarina. A direção do clube também esclareceu que Diego poderá manter a condução dos treinamentos diários no centro de treinamento, mas sem acesso às dependências dos estádios enquanto durar a penalidade.
O processo seguirá para julgamento, segundo o comunicado, e a defesa do treinador não poderá recorrer com efeito suspensivo para ter a medida cautelar revertida antes da análise final.
Ligação com investigação da CBF
O episódio é um novo capítulo na questão documental que envolve o treinador. No início de outubro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cancelou o registro de Diego Souza no Boletim Informativo Diário (BID) após surgir investigação sobre os documentos apresentados por ele. A situação foi encaminhada pela CBF à Comissão de Ética da entidade e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
O que a decisão determina
| Item | Determinação |
|---|---|
| Duração da suspensão | 30 dias (preventiva) |
| Acesso a estádios | Proibido durante o período |
| Atuação em treinos | Permitida no dia a dia, sem acesso aos jogos |
| Substituto à beira do campo | Raphael Bahia |
Impacto para torcedores e calendário
A punição preventiva altera a rotina do Joinville nas partidas oficiais da Copa Santa Catarina, competição de relevância regional que reúne clubes do estado. A ausência do treinador no banco pode influenciar a dinâmica das partidas e a relação com a comissão técnica, especialmente em momentos decisivos da campanha.
- Torcedores devem considerar alterações na composição da equipe técnica observadas nos jogos;
- Partidas seguirão normalmente, com o auxiliar assumindo a responsabilidade durante os jogos;
- Qualquer nova determinação judicial ou desportiva poderá modificar temporariamente a situação até o julgamento final.
O clube declarou estar aguardando o andamento do processo e o agendamento do julgamento. Até que a instância disciplinar profira decisão final, a medida preventiva permanecerá em vigor sem possibilidade de suspensão imediata.
Contexto e checagem
A medida cautelar adotada pelo TJD-SC insere-se em um contexto mais amplo de controle de documentação e credenciais no futebol brasileiro, tema que ganhou atenção quando a CBF passou a investigar a regularidade de registros de profissionais. Instituições como a Federação Catarinense têm normas específicas sobre quem pode exercer funções técnicas em partidas, e o tribunal estadual aplica medidas previstas nessas normas quando há suspeita de irregularidade.
WE NEWS confirmou, por meio da nota oficial do Joinville e das comunicações divulgadas pelo tribunal, os pontos centrais da decisão: afastamento por 30 dias, proibição de acesso aos estádios e a indicação de Raphael Bahia para acompanhar os jogos. Não houve divulgação pública, até o momento, de documentos que detalhem as provas que motivaram a suspensão preventiva; o processo continuará sua tramitação para instrução e julgamento.
Enquanto isso, permanece a atenção sobre como a situação afetará a experiência dos torcedores e a organização do clube. O episódio também reforça a necessidade de transparência nas certificações e registros de profissionais que atuam em competições oficiais, um aspecto relevante para a credibilidade das instituições esportivas de Santa Catarina.
O andamento do caso e decisões futuras serão acompanhados e reportados por esta redação conforme surgirem novas informações oficiais.