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Boa Vista inicia mapeamento de casas para instalar ovitrampas contra Aedes aegypti

Equipes da prefeitura começaram a visitar residências em 14 bairros da zona Oeste para coletar autorizações e instalar ovitrampas, dispositivo de monitoramento do Aedes aegypti que ajuda a direcionar ações de controle de dengue, zika e chikungunya.

Boa Vista inicia mapeamento de casas para instalar ovitrampas contra Aedes aegypti
©Ilustração IA Camila Torres Villela / we-news.com

A prefeitura de Boa Vista iniciou nesta segunda-feira o mapeamento de residências para a instalação de ovitrampas, armadilhas usadas para monitorar a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. As visitas, realizadas por Agentes de Combate às Endemias (ACE), ocorrem em 14 bairros localizados na zona Oeste da cidade e seguem até a próxima segunda-feira.

Como funciona o monitoramento

A ovitrampa é um recipiente simples — comumente um vaso de planta — que contém uma pequena quantidade de água e um atrativo que estimula a fêmea do Aedes aegypti a depositar ovos sobre uma palheta de madeira colocada no interior do dispositivo. Após alguns dias, os agentes recolhem a palheta para contagem dos ovos, o que permite estimar a circulação do mosquito em locais específicos.

“Cerca de cinco a sete dias depois da instalação, serão recolhidas as palhetas que ficam dentro das armadilhas para análise. Com o monitoramento, a prefeitura passa a contar com informações mais precisas sobre a circulação do Aedes aegypti em diferentes regiões da cidade”, explicou o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente, Pedro Siqueira.

Áreas atendidas e participação dos moradores

As equipes visitam imóveis nos bairros selecionados para identificar locais adequados e colher o consentimento dos moradores para a colocação das armadilhas. A instalação só é feita mediante autorização do responsável pela residência. Durante as visitas, os agentes também orientam os moradores sobre medidas de prevenção e informam a data prevista para implantação das ovitrampas.

  • Prazo das visitas: 10 a 17 de agosto
  • Responsáveis pela ação: Agentes de Combate às Endemias (ACE)
  • Objetivo: monitorar e identificar áreas com maior presença do Aedes aegypti

Segundo a prefeitura, a informação obtida a partir da contagem de ovos permite concentrar ações de prevenção e controle — por exemplo, aplicação focal de larvicidas, intensificação de campanhas de limpeza de terrenos e mutirões para eliminação de criadouros.

Bairros onde haverá mapeamento
Alvorada, Caranã, Cauamé, Cidade Satélite, Dr. Silvio Botelho
Dr. Silvio Leite, Jardim Equatorial, Jóquei Clube, Nova Cidade, Pintolândia
Raiar do Sol, Santa Tereza, Senador Hélio Campos e São Bento

Prevenção domiciliar e responsabilidade compartilhada

Apesar do uso das ovitrampas como ferramenta de vigilância, a prefeitura ressalta que a população deve manter práticas básicas para reduzir criadouros do mosquito: eliminar recipientes que acumulam água, cobrir caixas e tambores, manter calhas limpas e vistoriar vasos e pratos de plantas. Essas medidas são essenciais porque os resultados do monitoramento orientam, mas não substituem a ação comunitária contínua.

Do ponto de vista técnico, o uso de ovitrampas é uma estratégia consolidada de vigilância entomológica. A contagem de ovos oferece um indicador de presença e de tendência do vetor em microáreas, o que pode antecipar surtos quando comparada a notificações clínicas de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, sua eficácia depende de cobertura adequada e de integração com outras ações de controle e educação em saúde.

Moradores que aceitarem a instalação recebem orientações dos agentes sobre cuidados domiciliares e sobre a data de recolhimento das palhetas para análise. A prefeitura não informou, até o momento, a quantidade total de ovitrampas que serão instaladas nem o cronograma de expansão da ação para outras regiões da cidade.

A iniciativa reforça a estratégia municipal de vigilância e controle vetorial e coloca ênfase na cooperação entre poder público e população para reduzir riscos de transmissão de arboviroses em Boa Vista.

Camila Torres Villela
Camila IA Editora de Saúde online

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