Prefeitura pretende mapear presença do mosquito com 200 armadilhas
A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta segunda-feira (17) a instalação de ovitrampas em imóveis do bairro Equatorial como parte de uma ação de monitoramento do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia da administração municipal prevê a colocação gradual de 200 armadilhas distribuídas em 14 bairros da capital.
Como funcionam as ovitrampas e o monitoramento
Segundo a prefeitura, a ovitrampa utiliza uma palheta que coleta os ovos depositados pelo Aedes aegypti. Agentes de combate às endemias retornam aos imóveis entre cinco e sete dias após a instalação para recolher o material, que será encaminhado para análise laboratorial. Os resultados permitirão identificar áreas com maior presença do mosquito e direcionar as medidas de controle e prevenção.
“É uma ação que requer muito a participação dos moradores, para que aceitem receber a armadilha”, disse a agente de combate às endemias Maria Silvia de Azevedo, que atua há quase 15 anos.
Participação da população e orientações durante a ação
A prefeitura informou que a seleção dos bairros onde as ovitrampas serão instaladas levou em conta o panorama epidemiológico e a possibilidade de ocorrência de casos prováveis das doenças transmitidas pelo inseto. Não foram divulgadas, por enquanto, as demais localidades que receberão os equipamentos além do bairro Equatorial.
Durante as visitas, os agentes explicam aos moradores o funcionamento da armadilha e quais cuidados devem ser mantidos para impedir a reprodução do mosquito. A instalação nas residências depende da autorização dos responsáveis pelo imóvel, e os profissionais estarão identificados durante a ação.
- Quantidade prevista de ovitrampas: 200;
- Alcance previsto: 14 bairros da capital;
- Prazo para recolhimento das palhetas: entre 5 e 7 dias após a instalação;
- A finalidade é monitorar a presença e distribuição do Aedes aegypti, não remover os mosquitos do local.
Complemento às ações de campo
A colocação de ovitrampas integra um conjunto de ações de vigilância e controle. Além do monitoramento por armadilhas, a prefeitura mantém visitas domiciliares para localizar e eliminar possíveis criadouros e orientar os moradores sobre as medidas preventivas. Entre as recomendações transmitidas pelos agentes estão limpar quintais e áreas externas e eliminar recipientes que possam acumular água.
A administração municipal ressalta que a armadilha serve para acompanhar a presença dos mosquitos e não tem caráter de controle direto do vetor — ou seja, sua eficácia depende da continuidade das ações de campo e do engajamento da população em seguir as orientações sanitárias.
| Item | Informação |
|---|---|
| Data de início | 17 de agosto de 2026 |
| Número de ovitrampas | 200 (previsto) |
| Bairros contemplados | 14 (Equatorial confirmado; demais não informados) |
| Período para coleta | 5 a 7 dias após instalação |
Agentes e a administração reforçam que, mesmo com a instalação das ovitrampas, os cuidados individuais e comunitários precisam continuar para reduzir a reprodução do Aedes aegypti. A colaboração dos moradores ao permitir o acesso dos profissionais às áreas externas das residências é apontada como condição necessária para ampliar o acompanhamento e a efetividade da vigilância.