Uma comitiva do Amazonas participou do Salão Abrasel 2026, realizado nos dias 15 e 16 de setembro no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, com o objetivo de mostrar a força da culinária cabocla e prospectar negócios para a cadeia produtiva local. A delegação usou o evento para divulgar a FIGA 2026 e evidenciar o potencial comercial e turístico do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus.
Visibilidade nacional para ingredientes regionais
O Salão Abrasel concentrou mais de 6 mil empresários e lideranças do setor por dia, segundo a organização do evento, e a participação amazonense teve como foco abrir diálogos com compradores, chefs e gestores de redes de alimentação fora do lar. A estratégia da delegação foi mostrar que os produtos amazônicos — desde insumos frescos até preparações tradicionais — podem integrar cardápios, cadeias de fornecimento e projetos de inovação empresarial em escala nacional.
Mercado Adolpho Lisboa como vitrine
O presidente da Abrasel Seccional Amazonas, Franco Andrade, afirmou que a presença marca uma atuação que não se limita à promoção institucional: trata-se de inserir a culinária regional em cadeias de valor, beneficiando produtores, fornecedores, bares e restaurantes. Parte da comitiva apresentou uma prévia da Feira Internacional de Gastronomia Amazônica (FIGA) 2026, com ênfase no Mercado Adolpho Lisboa, que reúne tradições e diversidade de ingredientes.
"Esse ano estamos trazendo para a Feira Internacional de Gastronomia Amazônica o nosso Mercado Municipal Adolfo Lisboa, que carrega mais de 140 anos de história, reunindo nossos sabores, nossa identidade amazônica e propondo um ambiente de geração de negócios e um espaço de conexão com a gastronomia local."
Impactos econômicos e de cadeia
Ao promover os insumos e a cozinha cabocla em um dos maiores encontros do setor no país, a comitiva busca reduzir as distâncias logísticas e reforçar oportunidades para fornecedores amazônicos, muitos deles baseados em Manaus e municípios do interior que dependem do transporte fluvial. A iniciativa pretende aproximar produtores regionais de compradores de outras regiões do Brasil, o que pode trazer demanda contínua e maior formalização das cadeias produtivas.
- Objetivo principal: divulgar a FIGA 2026 e o Mercado Adolpho Lisboa.
- Público-alvo: empresários, chefs, gestores de restaurantes e redes de alimentação fora do lar.
- Potencial: integração dos produtos amazônicos às cadeias de fornecimento nacionais e geração de novos negócios.
Desafios logísticos e oportunidades
Para que o potencial se traduza em negócios palpáveis, será necessário enfrentar desafios típicos da região, como custo e tempo de transporte por via fluvial, conservação de ingredientes perecíveis e certificação de produtos. A aproximação com a Abrasel nacional permite também discutir tecnologia, gestão e tendências de consumo, fatores que influenciam a competitividade dos fornecedores do Amazonas no mercado brasileiro.
Programação e articulação para 2026
A presença no Salão Abrasel serviu ainda para articular parcerias e chamar atenção para a FIGA 2026, evento que deverá reunir produtores, chefs e operadores do turismo gastronômico na capital amazonense. A proposta é transformar o Mercado Adolpho Lisboa em palco de experimentação e comercialização, estimulando o turismo de experiência e a economia local.
| Item | Benefício esperado |
|---|---|
| Divulgação em feira nacional | Acesso a novos compradores e redes |
| Valorização do mercado municipal | Fortalecimento do turismo e do comércio local |
| Parcerias com Abrasel | Capacitação em gestão e tecnologia para empreendedores |
Contexto local
No Amazonas, a economia ligada à gastronomia envolve produtores de pescados, frutas, ervas e outros insumos típicos do bioma, além de pequenos e médios empreendimentos de alimentação que dependem principalmente do mercado interno de Manaus e de capitais consumidoras. Eventos como a FIGA e a participação em feiras nacionais funcionam como canais para reduzir assimetrias de mercado e estimular a formalização e profissionalização do setor.
Com o deslocamento entre Manaus e centros como São Paulo demandando viagens aéreas ou logísticas complexas via hidrovias, a articulação em feiras nacionais é vista por lideranças locais como etapa essencial para inserir os produtos amazônicos em cadeias maiores e mais rentáveis, contribuindo para a diversificação das fontes de renda na capital e no interior.
O resultado prático das conversas iniciadas em São Paulo será acompanhado nas próximas semanas pela Abrasel Amazonas, que pretende traduzir contatos em acordos comerciais e programação efetiva para a FIGA 2026.