A Sociedade Ponto Verde anunciou, esta quinta-feira, a sua adesão à Carta às Empresas do Futuro, promovida pelo BCSD Portugal. A iniciativa, construída de forma colaborativa pelas empresas-membro do BCSD, pretende mobilizar o setor empresarial para uma visão de longo prazo que promova uma economia mais sustentável, resiliente e verdadeiramente circular.
Compromisso com o futuro e ação presente
Segundo a nota divulgada, a carta dirige-se às empresas com a ambição de deixar um «testemunho às empresas de 2050», sublinhando a importância de uma liderança responsável, da cooperação intersetorial e da criação de valor sustentável. A Sociedade Ponto Verde explica que assumir este tipo de compromissos é coerente com a sua missão e percurso: desde 1996 que a organização trabalha para promover a economia circular através do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE).
«Pensar nas empresas de 2050 é, acima de tudo, assumir a responsabilidade pelas escolhas que fazemos hoje. Na Sociedade Ponto Verde, acreditamos que a sustentabilidade se constrói com visão de longo prazo, mas também com capacidade de agir no presente, promovendo a inovação, a cooperação, a colaboração e soluções que contribuam para uma economia verdadeiramente circular», afirmou a CEO da Sociedade Ponto Verde, Ana Trigo Morais.
A organização reforça que a adesão à carta não é apenas simbólica, mas está alinhada com três décadas de intervenções focadas na redução de desperdício, na promoção da circularidade dos recursos e na mobilização de atores da cadeia de valor para práticas mais sustentáveis.
Visão 2050 e o papel do documento
A Carta às Empresas do Futuro integra o Relatório de Impacto dos 25 anos do BCSD Portugal e constitui o primeiro passo da iniciativa denominada Visão 2050. Esta visão pretende antecipar tendências, identificar riscos e oportunidades e estimular as empresas a adotarem estratégias que preparem os seus modelos de negócio para as transformações esperadas nas próximas décadas.
Entre os objectivos anunciados pelo BCSD Portugal e pelas empresas signatárias estão:
- Promover liderança empresarial orientada para a sustentabilidade de longo prazo;
- Fomentar a cooperação entre sectores para criar soluções sistémicas;
- Antecipar riscos e oportunidades associados à transição para uma economia circular;
- Construir e transmitir uma visão partilhada que sirva de referência para as próximas gerações empresariais.
Trajectória da Sociedade Ponto Verde
A Sociedade Ponto Verde recorda no comunicado que o seu trabalho, desde a fundação em 1996, tem por objectivo contribuir para a gestão eficiente dos resíduos de embalagens e para a promoção da economia circular. Ao longo das últimas três décadas, a entidade diz ter privilegiado a inovação, a mobilização dos agentes da cadeia de valor e a procura de soluções para tornar o sistema de gestão de embalagens mais eficaz e sustentável.
Ao integrar a Carta às Empresas do Futuro, a Sociedade Ponto Verde pretende também reforçar a sua posição enquanto actor que fomenta práticas empresariais responsáveis e que promove a transição para modelos económicos menos dependentes de extração contínua de recursos.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Iniciativa | Carta às Empresas do Futuro (BCSD Portugal) |
| Adesão | Sociedade Ponto Verde |
| Número de empresas envolvidas | 118 (participantes na iniciativa) |
| Contexto | Integra o Relatório de Impacto dos 25 anos do BCSD Portugal — primeiro passo da Visão 2050 |
As empresas signatárias procuram, assim, não só definir princípios para o futuro, mas também inspirar práticas concretas hoje que consigam reduzir riscos ambientais e sociais, promovendo simultaneamente oportunidades económicas sustentáveis.
Em comunicado, a Sociedade Ponto Verde sublinha que a adesão é um reforço do seu «compromisso» com a circularidade e com a mobilização dos diferentes actores para soluções que tornem a gestão de resíduos de embalagem mais eficiente e ambientalmente responsável.
Com esta iniciativa, o debate sobre responsabilidade empresarial e planeamento estratégico de longo prazo ganha novo impulso, colocando a preservação dos recursos e a cooperação no centro das prioridades que os sectores público e privado terão de confrontar nos próximos anos.