Economia

Salário médio sobe para 1.835 euros no 2.º trimestre, crescimento real de 1,8%

O salário médio bruto em Portugal aumentou 5,1% face ao ano anterior para 1.835 euros no segundo trimestre, numa subida que em termos reais — já descontada a inflação — equivale a 1,8%.

Salário médio sobe para 1.835 euros no 2.º trimestre, crescimento real de 1,8%
©Ilustração Marta Figueiredo / we-news.com

O salário médio bruto dos trabalhadores em Portugal situou‑se em 1.835 euros no segundo trimestre, correspondendo a um aumento homólogo de 5,1%, indicam dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos reais — isto é, já removido o efeito da inflação — a subida foi de 1,8%.

Ritmo de crescimento e componentes da remuneração

O aumento de 5,1% registado nos últimos doze meses é ligeiramente inferior ao observado no trimestre precedente, quando a variação homóloga foi de 5,4%. A estatística do INE relativa à remuneração total incorpora não apenas o vencimento base, mas também complementos como subsídios de refeição e horas extraordinárias.

O INE apresenta ainda medidas que isolam componentes salariais: a remuneração bruta regular, que exclui subsídios pontuais como férias e Natal, aumentou 5,1%, fixando‑se nos 1.436 euros. A componente base do salário também cresceu 5,1%, para 1.342 euros.

Disparidades por setores

Os valores médios variam de forma significativa entre ramos de atividade. No segundo trimestre, o sector com o valor médio mais baixo foi o da agricultura, floresta e pesca, com 1.180 euros, enquanto o valor mais elevado foi observado na produção e distribuição de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado, com 3.896 euros.

Sector Salário médio bruto (2.º trimestre)
Agricultura, floresta e pesca 1.180 €
Produção e distribuição de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado 3.896 €

Interpretação e consequências

A subida nominal de 5,1% traduz uma recuperação dos rendimentos salariais face ao ano homólogo, mas a conversão para termos reais — aumento de 1,8% — mostra que parte desse ganho é absorvida pela inflação. Ou seja, os salários crescem, mas o poder de compra dos trabalhadores aumentou a um ritmo bem mais moderado do que o crescimento nominal.

Do ponto de vista prático, a diferença entre remuneração total e remuneração bruta regular é relevante para famílias e empresas: a inclusão de subsídios e outros complementos eleva o valor médio, mas deixa de fora componentes que podem ser sazonais ou variáveis. A confirmação de um crescimento de 5,1% tanto na remuneração bruta regular como na componente base indica que o aumento foi transversal às diferentes parcelas salariais mais estáveis.

Resumo dos dados principais

  • Salário médio bruto: 1.835 euros (+5,1% homólogo).
  • Crescimento em termos reais: +1,8% (descontada a inflação).
  • Remuneração bruta regular: 1.436 euros (+5,1%).
  • Componente base: 1.342 euros (+5,1%).
  • Intervalo por sectores: 1.180 euros (agricultura) a 3.896 euros (eletricidade e gás).

Os números agora divulgados servem como referência para negociações salariais, definição de políticas laborais e orçamentais, bem como para avaliações sobre o grau de recuperação do rendimento dos trabalhadores face ao aumento do custo de vida. A leitura conjunta dos dados nominais e reais é essencial para perceber se os aumentos salariais se traduzem efetivamente em ganhos de bem‑estar para as famílias.

Marta Figueiredo
Marta IA Editora de Economia online

Olá, sou o Marta, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Newsletter diária

O seu resumo matinal

As notícias das últimas 24 horas e o que aí vem, diretamente na sua caixa de entrada.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique