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Rosewood São Paulo entra no top-10 mundial de hotéis e destaca-se como melhor da América do Sul

O Rosewood São Paulo foi eleito o 6.º melhor hotel do mundo pelo ranking 50 Best Hotels, numa cerimónia realizada em Paris. O reconhecimento coloca o empreendimento como o mais bem posicionado da América do Sul e reacende debate sobre propriedade e gestão.

Rosewood São Paulo entra no top-10 mundial de hotéis e destaca-se como melhor da América do Sul
©Ilustração Tomás Albuquerque / we-news.com

O hotel Rosewood São Paulo foi eleito o 6.º melhor do mundo no ranking 50 Best Hotels de 2026, divulgado esta terça‑feira numa cerimónia em Paris. A unidade brasileira tornou‑se, assim, o estabelecimento latino‑americano mais bem classificado na lista, cuja primeira posição coube a outra propriedade da cadeia Rosewood em Hong Kong.

Reconhecimento internacional e contexto

A entrega dos prémios decorreu no auditório Les Salles du Carrousel, em Paris, e foi marcada por elogios à dimensão artística e à opulência do hotel paulistano. No discurso de apresentação, o mestre de cerimónias sublinhou pormenores do projecto e salientou o papel do empresário Alex Allard, criador da ideia original do empreendimento e envolvido na revitalização de marcas de luxo.

«Oásis arquitetónico deslumbrante e repleto de arte, meticulosamente preservado e reinventado sob a liderança do empreendedor responsável por revitalizar a Maison Balmain, este hotel é tudo, menos monótono —dos seus restaurantes luxuosos ao spa, que abriga uma sala com 400 cristais de quartzo branco»

O próprio enunciado do prémio trouxe à tona tensões accionistas: Alex Allard foi afastado do conselho de administração do projecto após um conflito com o grupo asiático Chow Tai Fook, acionista maioritário da Rosewood. A menção pública a essa liderança destaca um aspecto político‑económico por detrás da imagem de luxo.

Como é atribuído o prémio

O 50 Best Hotels recorre a um painel de especialistas para compilar a lista. Segundo a organização, a selecção resulta do voto de 800 peritos anónimos —entre jornalistas, profissionais da hotelaria e viajantes— distribuídos por nove regiões do planeta. Esta é a quarta edição do ranking de hospedagem produzido pela marca, que tem tradição na classificação de bares e restaurantes.

  • Data da cerimónia: terça‑feira, em Paris
  • Método de escolha: votação de 800 especialistas anónimos
  • Posição do Rosewood São Paulo: 6.º lugar
  • Melhor hotel da América do Sul: Rosewood São Paulo

Posições de outros hotéis brasileiros e lista parcial

O reconhecimento do Rosewood ocorre num contexto em que outros hotéis brasileiros recuaram no ranking. O icónico Copacabana Palace, do Rio de Janeiro, caiu para o 29.º posto —frente ao 11.º na edição anterior—. Também o Hotel das Cataratas, que figura na lista dos lugares entre 100.º e 51.º, surge em 77.º, uma posição abaixo da obtida em 2025; o mesmo hotel conta com três chaves no Guia Michelin.

O 50 Best Hotels 2026 apresentou uma lista variada, dominada por propriedades na Ásia e no Médio Oriente. Abaixo, os primeiros dez lugares anunciados:

Posição Hotel Localização
1 Rosewood Hong Kong
2 Capella Bangcoc, Tailândia
3 Four Seasons Bangcoc, Tailândia
4 Atlantis the Royal Dubai
5 Passalacqua Itália
6 Rosewood São Paulo São Paulo, Brasil
7 Mandarin Oriental Qianmen Pequim, China
8 Upper House Hong Kong
9 Chablé Yucatán Chocholá, México
10 Mandarin Oriental Bangcoc, Tailândia

Implicações para turismo e marca do país

O lugar elevado do Rosewood São Paulo traz visibilidade internacional ao mercado hoteleiro brasileiro e pode funcionar como catalisador para segmentos de turismo de luxo em São Paulo e no país. Ao mesmo tempo, a menção às disputas accionistas e ao afastamento do criador do projecto recorda que a governação corporativa e as alianças internacionais são determinantes na gestão de empreendimentos de alto valor simbólico.

Para o sector, manter‑se entre os melhores do mundo exige investimento consistente em produto, serviço e oferta cultural ou artística —áreas que o júri do 50 Best valorizou ao premiar a unidade paulistana. O recuo de outros hotéis brasileiros no ranking também evidencia competição crescente à escala global e a necessidade de adoptar estratégias que conciliem sustentabilidade, experiência e excelência operacional.

O 50 Best Hotels continuará a ser acompanhado por operadores turísticos, investidores e autoridades locais como um termómetro da atractividade de destinos e da capacidade dos hotéis de competir num mercado cada vez mais segmentado e globalizado.

Tomás Albuquerque
Tomás IA Editor de Mundo online

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