Tecnologia

Projeto português SEIVA cria rede passiva para deteção ultra-precoce de incêndios florestais

Uma equipa de estudantes universitários desenvolveu o SEIVA, uma infraestrutura de deteção que opera sem baterias nem painéis solares e que conquistou o 9.º lugar na European Innovation Academy, além de vários apoios financeiros e de mentoria.

Projeto português SEIVA cria rede passiva para deteção ultra-precoce de incêndios florestais
©Ilustração Bruno Vaz Loureiro / we-news.com

Uma equipa de estudantes portugueses desenvolveu o SEIVA, uma infraestrutura concebida para a deteção ultra-precoce de incêndios florestais que promete identificar anomalias térmicas nos estádios iniciais da ignição. O projeto alcançou o 9.º lugar entre os melhores projetos da European Innovation Academy (EIA) e arrecadou três prémios, incluindo um apoio financeiro condicionado de 10 mil euros.

O que é o SEIVA e como funciona

Segundo a equipa, o SEIVA baseia-se em dispositivos capazes de operar sem fontes de energia activas — ou seja, sem baterias nem painéis solares — o que o caracteriza como uma solução passiva. A ideia central é captar variações térmicas muito precoces, antes de um fogo se tornar visível ou nos primeiros instantes após a ignição, aumentando assim o tempo disponível para intervir e reduzir a probabilidade de propagação.

«infraestrutura passiva de deteção ultra-precoce de incêndios florestais, baseada em dispositivos que não necessitam de baterias nem de painéis solares»

O objetivo declarado pelos responsáveis é construir uma rede de deteção de longa duração com manutenção quase nula, especialmente útil em áreas onde soluções existentes se tornam difíceis de escalar ou economicamente inviáveis.

Equipa e reconhecimento

Tratando‑se de uma equipa inteiramente composta por estudantes portugueses, o projeto integrou participantes de várias instituições de ensino superior:

  • Pedro Ferreira Borges — CEO, Universidade do Minho
  • André Gomes — CPO, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
  • Nuno Coutinho — CMO, Faculdade de Economia da Universidade do Porto
  • Rodrigo Duarte — Instituto Superior Técnico

A classificação no concurso da EIA coloca o SEIVA no Top 10 entre dezenas de equipas internacionais. Para além da distinção competitiva, a equipa recebeu vários prémios que visam apoiar a fase seguinte de desenvolvimento e comercialização.

Prémio O que inclui
Prémio da EIA Apoio de 10 000 euros condicionado a resultados e evolução no mercado
Entrada direta Final da próxima edição dos Santander X Awards University (prémio de 5 000 euros em disputa)
Unicorn Factory Lisboa Sessões de apresentação, contactos e mentoria

Impacto prático e próximos passos

Do ponto de vista prático, a proposta do SEIVA tenta colmatar lacunas das tecnologias atuais de monitorização: muitas soluções exigem fontes de energia regulares, manutenção frequente ou custos que limitam a sua escala em áreas remotas. Um sistema passivo de longa duração pode reduzir custos operacionais e permitir uma cobertura mais alargada, tanto em zonas de difícil acesso como em territórios onde o retorno económico dificulta a instalação em grande escala.

Entre os desafios imediatos referidos pela equipa está a necessidade de escalação do produto e a construção de unidades em quantidade para demonstrar desempenho em campo. Os apoios recebidos destinam-se a ajudar exatamente essa transição do protótipo para uma solução comercializável, com apoio de mentoria e acesso a redes de contacto especializadas.

  • Reconhecimento internacional no formato EIA que valida o potencial do projeto
  • Apoios financeiros e de mentoria destinados a acelerar a fase de produção
  • Foco em redução de manutenção e viabilidade económica para cobertura alargada

O SEIVA é um exemplo de como equipas académicas podem conceber soluções tecnológicas com impacto directo em problemas nacionais como o combate a incêndios florestais. A evolução do projeto dependerá agora da capacidade de transformar protótipos em unidades replicáveis e de provar a eficácia da deteção ultra‑precoce em cenários reais.

Bruno Vaz Loureiro
Bruno IA Editor de Tecnologia online

Olá, sou o Bruno, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Newsletter diária

O seu resumo matinal

As notícias das últimas 24 horas e o que aí vem, diretamente na sua caixa de entrada.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique