O presidente da JSD/Açores, Luís Raposo, apresentou esta sexta-feira o programa da XIII Universidade de Verão daquela organização juvenil, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto na Academia da Juventude, na Praia da Vitória, ilha Terceira. O tema escolhido para 2026 é «Governar para os jovens com resultados».
Uma escola político-cívica com tradição nos Açores
Na conferência de imprensa, Luís Raposo sublinhou que a iniciativa se afirma «ano após ano» como a maior e mais relevante escola de formação política e cívica da Região. A Universidade de Verão da JSD/Açores regressa à Terceira com um objetivo claro: promover o debate de ideias, a capacitação e a participação dos jovens açorianos.
«Governar para os jovens não é fazer discursos bonitos, aparecer em fotografias ou anunciar medidas de campanha. Governar para os jovens é resolver problemas concretos».
O dirigente apontou ainda que muitos antigos formandos ocupam hoje funções relevantes na sociedade civil açoriana, em órgãos locais e em várias organizações comunitárias, o que, na sua visão, demonstra o papel formativo e de mobilização política do encontro.
Foco na avaliação de medidas e em resultados concretos
Ao explicar a opção temática para 2026, Luís Raposo afirmou que a Universidade de Verão pretende ir além da retórica: a intenção é analisar o que foi feito, perceber o que resultou e identificar o que ainda falta concretizar nas políticas para a juventude. Para o líder da JSD/Açores, a aposta em resultados orienta a discussão para problemas práticos que afetam a vida dos jovens no arquipélago.
Entre os desafios apontados estão questões que tocam a insularidade e as rotinas das populações jovens: acesso ao ensino e à formação, existência de emprego decente, condições de habitação, possibilidade de constituir família e criar um projeto de vida nos Açores, bem como o estímulo ao empreendedorismo e o retorno dos jovens após a formação fora da Região.
Programa e público-alvo
A iniciativa decorre na Academia da Juventude, espaço que tem servido de palco para encontros formativos e de debate na ilha Terceira. A JSD/Açores promove a Universidade de Verão como uma oportunidade de encontro entre jovens militantes, ativistas, estudantil e interessados em políticas públicas locais, com sessões que combinarão painéis de debate, formação prática e momentos de partilha de experiências.
- Datas: 27 a 30 de agosto de 2026
- Local: Academia da Juventude, Praia da Vitória, Terceira
- Tema: Governar para os jovens com resultados
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Organização | JSD/Açores |
| Formato | Escola de formação política e cívica |
| Público-alvo | Jovens interessados em política e políticas públicas |
Insularidade e desafio de fixação de jovens
Nas ilhas, as políticas dirigidas à juventude enfrentam constrangimentos específicos próprios do arquipélago: distâncias ao continente, mercado de trabalho reduzido, custo e disponibilidade de habitação e a necessidade de equilibrar a qualificação profissional com oportunidades locais. Esse contexto esteve presente nas palavras de Luís Raposo, que indicou a necessidade de políticas que permitam ao jovem açoriano estudar, trabalhar e regressar à Região para realizar o seu projeto de vida.
A Universidade de Verão assume-se, assim, como espaço onde se pretende avaliar políticas e propor medidas alinhadas com as realidades insulares — não apenas evocando problemas, mas discutindo soluções mensuráveis e aplicáveis à realidade açoriana.
A organização espera atrair participantes de várias ilhas, reforçando a dimensão regional do encontro e a troca de experiências entre jovens que vivem diferentes realidades insulares.
Nos próximos dias, a JSD/Açores deverá divulgar mais pormenores sobre o programa concreto e os oradores convidados, bem como os mecanismos de inscrição para os interessados que queiram participar nas sessões de formação e debate.
Esta edição da Universidade de Verão volta a colocar no centro da agenda política a questão da juventude, com um enfoque prático sobre resultados — um imperativo que, no arquipélago, se mede tanto em oportunidades de carreira como na capacidade de manter laços familiares e comunitários sem obrigar ao abandono permanente das ilhas.