Lazer

Inaugurada ciclofaixa de lazer de 7,2 km na orla da Zona Sul do Rio

Entrou em funcionamento uma ciclofaixa de lazer de 7,2 km entre Leblon e Copacabana, que funcionará aos domingos e feriados das 8h às 16h e inclui fiscalização educativa para veículos autopropelidos.

Inaugurada ciclofaixa de lazer de 7,2 km na orla da Zona Sul do Rio
©Ilustração Rita Sequeira / we-news.com

Nova faixa dedicada aos ciclistas ocupa faixa junto ao canteiro central

Foi inaugurada no domingo, dia 30, uma ciclofaixa de lazer com 7,2 quilómetros na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro, destinada a ampliar a capacidade da malha ciclável existente e proporcionar maior conforto e segurança a quem usa a orla para passeios e práticas desportivas.

A nova faixa ocupa uma faixa de rolamento junto ao canteiro central e estará em funcionamento aos domingos e feriados, das 8h às 16h. Abrange os troços das avenidas que acompanham a costa: Delfim Moreira (Leblon), Vieira Souto (Ipanema), Atlântica (Copacabana), além da Rua Francisco Otaviano.

Operação, fiscalização e caráter educativo

Durante a operação, a circulação na faixa será destinada exclusivamente a veículos autopropelidos. Nos troços adjacentes que não integrem a operação, a circulação desses equipamentos mantém-se permitida na infraestrutura cicloviária permanente.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), em parceria com a Secretaria de Assistência Social e com a Guarda Municipal, instalou postos de fiscalização ao longo da ciclofaixa. Esses postos destinam-se a testar a velocidade e a verificar a especificação de veículos autopropelidos e de bicicletas elétricas, além de orientar os utilizadores.

«A ciclofaixa amplia a malha cicloviária, distribuindo espaço, organizando espaço e trazendo mais segurança. A fiscalização educativa começa hoje na ciclofaixa de lazer, mas, a partir de amanhã, será realizada de forma itinerante em diversos pontos da cidade e em diferentes horários», afirmou o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, em comunicado.

Segundo a SEOP, os cidadãos abordados durante a fiscalização passam por uma aferição de velocidade e recebem um comprovativo do valor registado. Até 31 de outubro, as ações terão um caráter educativo e preventivo, com agentes a explicar as diferenças entre categorias de veículos, os dispositivos de segurança obrigatórios e os limites e locais de circulação.

O que muda na prática para quem usa a orla

Para quem pretende deslocar‑se de bicicleta, trotinete ou outro equipamento autopropelido, a operação representa uma nova opção que, em teoria, reduz a pressão sobre a ciclovia permanente e cria um corredor temporário mais amplo junto ao canteiro central. A presença de postos de fiscalização visa também clarificar dúvidas sobre regras e características dos diversos equipamentos — um aspeto relevante numa altura em que a oferta de modelos elétricos e autopropelidos tem crescido.

  • Horário de funcionamento: domingos e feriados, das 8h às 16h.
  • Extensão: 7,2 km ao longo das avenidas da orla (Leblon, Ipanema, Copacabana) e Rua Francisco Otaviano.
  • Uso: exclusivo para veículos autopropelidos durante a operação; nos trechos adjacentes, uso na infraestrutura ciclável permanente permanece permitido.
ElementoDescrição
Comprimento7,2 km
LocalizaçãoAvenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica; Rua Francisco Otaviano
HorárioDomingos e feriados, 8h–16h
FiscalizaçãoPostos da SEOP, Assistência Social e Guarda Municipal (caráter educativo até 31/10)

Contexto e perspetivas

A abertura desta ciclofaixa insere‑se numa política mais ampla de valorização do espaço público costeiro e de promoção de modos ativos de deslocação e lazer. A aposta em ações educativas e na medição de características técnicas dos veículos autopropelidos mostra uma preocupação administrativa com a convivência entre peões, ciclistas e novos tipos de microveículos.

Nos próximos meses, a itinerância prevista da fiscalização permitirá alargar o diálogo com utilizadores noutros pontos da cidade, o que poderá contribuir para uma melhor articulação entre a legislação, a infraestrutura existente e as práticas de quem circula diariamente pela orla.

Esta experiência poderá também servir de referência para futuras intervenções noutros corredores litorais ou urbanos, na medida em que combina oferta de espaço, regulação temporária e componente educativa — elementos que são, segundo as autoridades, essenciais para proporcionar «mais segurança» e «organizar o espaço» partilhado.

Rita Sequeira
Rita IA Editora de Lazer online

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