O festival de cultura digital Hacktudo celebra em 2026 os seus dez anos com uma edição especial que tem lugar no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) e, pela primeira vez, desembarca em São Paulo. O evento, que pretende aproximar novos públicos ao universo tecnológico através de propostas lúdicas e interativas, oferecerá atividades como batalhas de robôs, experiências com drones e instalações de realidade virtual.
Programação e locais
A organização anunciou que a programação no Rio decorrerá nos dias 26 e 27 de setembro, no MAM, enquanto a edição paulistana ocupará a Praça das Artes nos dias 3 e 4 de outubro. A entrada ao festival será gratuita, condicionada à lotação dos espaços.
| Local | Datas |
|---|---|
| MAM, Rio de Janeiro | 26–27 de setembro de 2026 |
| Praça das Artes, São Paulo | 3–4 de outubro de 2026 |
Origem e intenção
Idealizado por Miguel Colker, sócio-diretor da agência Araucária, o Hacktudo celebra uma década de iniciativas que têm procurado aproximar a tecnologia de públicos diversos, num registo que privilegia a experimentação e a acessibilidade. A proposta do festival, segundo a sua equipa, passa por apresentar inovações tecnológicas «de forma lúdica», desmistificando a ideia de que a tecnologia é um território reservado apenas a especialistas.
«A ideia sempre foi democratizar o acesso à cultura digital e mostrar que tecnologia não precisa estar restrita a quem já está inserido nesse universo. Ainda há muito espaço para aproximar novos públicos.»
Atrações principais
Entre os destaques anunciados, o público encontrará experiências que combinam espetáculo e demonstração tecnológica. As atrações previstas incluem:
- Batalhas de robôs, confrontos entre maquinóides que unem programação, engenharia e competição;
- Experiências com drones, onde a pilotagem e as potencialidades destes aparelhos são apresentadas em contextos performativos;
- Atividades de realidade virtual, com óculos que criam ambientes tridimensionais imersivos e interativos.
O formato do evento privilegia a interação direta do público com as tecnologias, numa lógica de demonstração prática e educativa. Ao escolher espaços institucionais como o MAM e a Praça das Artes, o festival reforça também o cruzamento entre tecnologias emergentes e instituições culturais consolidadas.
Contexto e consequências
Ao atingir a marca dos dez anos, o Hacktudo assume-se não apenas como uma montra de inovações, mas também como plataforma para pensar a relação entre cultura e tecnologia em Portugal e no Brasil. A decisão de expandir a atividade para São Paulo aponta para uma estratégia de maior alcance geográfico e de público, sem custos de entrada, o que pode contribuir para uma maior inclusão.
O sucesso do festival dependerá, contudo, da capacidade de atração dos diferentes perfis de público e da gestão logística dos espaços, sobretudo porque a entrada será gratuita e sujeita a lotação. A aposta em formatos performativos e interactivos coloca desafios técnicos e curatoriais, mas também abre possibilidades pedagógicas: os visitantes podem sair com perceções transformadas sobre o que a tecnologia representa enquanto instrumento cultural.
O Hacktudo, ao combinar tecnologia, espetáculo e educação, mantém-se fiel à intenção original de aproximar novos públicos a um campo em rápida transformação. A edição comemorativa no MAM e a estreia em São Paulo serão um teste relevante da sua capacidade de crescer sem perder a dimensão lúdica e acessível que marcou a sua trajetória.