Um homem de 69 anos morreu na tarde de quarta‑feira, em Jugueiros, no concelho de Felgueiras, depois de ter sido picado por uma vespa asiática enquanto participava nas vindimas familiares, informaram fontes locais. O alerta para a ocorrência foi registado às 14h39 e os factos ocorreram por volta das 15h00.
Socorro e constatação do óbito
Os meios de emergência deslocaram‑se para a rua do Amieiral, em Jugueiros, depois de terem sido inicialmente informados de uma queda. Já a caminho do local, os operacionais perceberam que a situação resultava de uma picada de vespa asiática — uma espécie exótica invasora conhecida por inocular maior quantidade de veneno do que vespas nativas, o que pode aumentar a dor e o risco de reações alérgicas graves.
À chegada dos bombeiros, a vítima encontrava‑se em paragem cardiorrespiratória e o óbito foi declarado no local, segundo o comandante dos Bombeiros de Felgueiras, Júlio Pereira, citado por órgãos de comunicação social. O corpo foi posteriormente transportado para o Gabinete Médico‑Legal de Guimarães.
Investigação e consequências
A GNR anunciou que prossegue a investigação para apurar as circunstâncias exactas do sucedido. Para já, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre possíveis antecedentes alérgicos da vítima nem sobre intervenções médicas realizadas no local além das manobras de suporte imediato que foram efetuadas pelos socorristas.
- Data: 10 de setembro de 2026
- Local: Rua do Amieiral, Jugueiros, Felgueiras
- Idade da vítima: 69 anos
- Hora do alerta: 14h39
- Hora aproximada do incidente: 15h00
Risco da vespa asiática
A vespa asiática (Vespa velutina) é considerada uma espécie exótica invasora em Portugal e noutras partes da Europa. Além do impacto ecológico — sobretudo sobre populações de abelhas e outros polinizadores — a sua presença aumenta riscos para a segurança de pessoas que trabalham ao ar livre, como nas vindimas, apanha de frutos ou actividades agrícolas.
As picadas desta espécie podem ser mais dolorosas e, em certos casos, provocar reações alérgicas severas que conduzem a choque anafiláctico e paragem cardiorrespiratória. Por isso, as autoridades de saúde e os serviços de proteção civil recomendam cautela e medidas preventivas em zonas com cuidadores inscritos ou com registo de ninhos.
| Momento | Registo |
|---|---|
| 14h39 | Alerta recebido pelos serviços de socorro |
| ≈15h00 | Ocorrência da picada durante as vindimas |
| Posterior | Óbito declarado no local; corpo levado para Gabinete Médico‑Legal de Guimarães |
As forças de segurança e os serviços municipais costumam proceder à remoção de ninhos quando identificados e a campanhas de sensibilização junto de produtores e populações rurais. Neste caso, a investigação da GNR poderá esclarecer, para além dos detalhes médicos, se houve presença anterior de colónias na área e que medidas preventivas existiam.
Trata‑se de um episódio que volta a colocar a questão da convivência entre atividades humanas ao ar livre e espécies invasoras, e sublinha a importância de protocolos de resposta rápida e de identificação precoce de riscos, especialmente durante épocas de trabalho agrícola intensivo, como as vindimas.