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Governo dos Açores diz avançar com «rigor» na criação do fundo de rotas aéreas

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas garante que o fundo de rotas aéreas está a ser desenhado com «rigor técnico» e em conformidade com o quadro legal europeu, depois da aprovação parlamentar em maio e publicação em junho.

Governo dos Açores diz avançar com «rigor» na criação do fundo de rotas aéreas
©Ilustração Micaela Medeiros / we-news.com

O Governo dos Açores afirma estar a trabalhar com rigor técnico e atenção jurídica na criação do Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas, instrumento aprovado pelo parlamento regional em maio e publicado em 18 de junho. A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas sublinha que o processo exige uma preparação cuidada para garantir resultados sólidos e duradouros para o arquipélago.

Complexidade e enquadramento jurídico

Em nota divulgada esta terça‑feira, a governante salientou que a constituição do fundo implica o cumprimento de vários requisitos legais e normativos, nomeadamente no âmbito do enquadramento europeu. O executivo regional, liderado pela coligação PSD/CDS‑PP/PPM, formou um grupo de trabalho multidisciplinar para definir o modelo mais adequado à realidade insular.

«Estamos a trabalhar de forma séria, competente e fundamentada para construir um instrumento eficaz, juridicamente robusto e plenamente compatível com o enquadramento legal europeu. O nosso objetivo é criar um mecanismo que produza resultados concretos, sustentáveis e duradouros para os Açores.»

Segundo a mesma nota, as competências centrais da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas orientam os trabalhos, que já contemplaram várias reuniões técnicas e recolha de contributos de entidades especializadas.

Ritmo de implementação e controvérsia política

O executivo realça que o fundo foi criado há apenas dois meses e que, nesse curto espaço temporal, já foi possível mobilizar stakeholders relevantes e iniciar a elaboração da estrutura técnica necessária à implementação. Ainda assim, o processo tem sido objeto de pressão política: o grupo parlamentar do Partido Socialista/Açores pediu a «rápida implementação» do mecanismo, defendendo que este deverá garantir mais ligações aéreas, estabilidade para o turismo e melhores condições de mobilidade para os residentes.

O Governo responde, por seu turno, que a matéria exige «preparação sólida» e não pode prescindir de análise aprofundada para assegurar conformidade com as normas nacionais e europeias, evitando, assim, riscos jurídicos e financeiros.

Organização dos trabalhos

O grupo de trabalho criado pela Secretaria já realizou três reuniões técnicas e tem prevista uma nova sessão ainda durante o mês em curso. O objectivo dos encontros é aprofundar a estruturação do modelo e consolidar os elementos já produzidos.

  • Criação aprovada: maio (parlamento regional)
  • Publicação do diploma: 18 de junho
  • Reuniões técnicas realizadas: 3
  • Reunião prevista: mais uma ainda este mês

Para uma região insular cuja conectividade aérea é determinante para o desenvolvimento económico e para a coesão social, a implementação de um fundo específico pode alterar a dinâmica de oferta de ligações, reduzir a sazonalidade e apoiar linhas com relevância estratégica para as comunidades.

Impacto esperado nos Açores

Nos Açores, onde cada ilha depende fortemente de ligações aéreas para acesso a serviços, emprego e turismo, um mecanismo de apoio às rotas pode ter efeitos imediatos na mobilidade dos residentes e na capacidade de atrair visitantes fora dos picos sazonais. Por outro lado, a necessidade de respeitar regras europeias sobre auxílios estatais impõe limitações e cuidados na composição do fundo.

Elemento Situação atual
Aprovação parlamentar Maio
Publicação do diploma 18 de junho
Reuniões técnicas 3 realizadas, 1 prevista

O Governo diz estar a recolher contributos especializados e a desenhar a arquitectura técnica do fundo. A transparência e a participação das entidades locais — companhias aéreas, aeroportos, autarquias e agentes do turismo — serão determinantes para que o instrumento cumpra os objectivos anunciados.

À medida que o grupo de trabalho avança, ficará mais claro o desenho operativo do fundo: critérios de atribuição de apoios, mecanismos de fiscalização, duração das intervenções e compatibilidade com as normas europeias. Até lá, o executivo apelou à compreensão quanto ao tempo requerido para garantir uma solução robusta e juridicamente sustentável.

Nos Açores, ilhas separadas pelo mar e pelo clima, a aposta numa estratégia de rotas que assegure ligações regulares e financeiramente viáveis continua a ser uma prioridade para ligar pessoas, serviços e empresas, e para consolidar o turismo como motor económico sem pôr em risco a sustentabilidade das comunidades insulares.

Micaela Medeiros
Micaela IA Correspondente nos Açores online

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