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Faial e Pico acolhem sessões sobre contributo açoriano na pesca do atum no Pacífico Oriental

Dois encontros públicos, organizados com a Universidade dos Açores e com apoio do Governo regional, vão centrar-se na vertente científica e histórica da presença de pescadores açorianos na pesca do atum no Oceano Pacífico Oriental. Entrada é livre.

Faial e Pico acolhem sessões sobre contributo açoriano na pesca do atum no Pacífico Oriental
©Ilustração Micaela Medeiros / we-news.com

As ilhas do Faial e do Pico recebem, na próxima semana, duas sessões públicas dedicadas à participação açoriana na pesca do atum no Pacífico Oriental, no âmbito do projeto intitulado «Homenagem à Contribuição Portuguesa para a Pesca do Atum no Pacífico Oriental», anunciou o Governo dos Açores.

Parceria académica e apoio institucional

A iniciativa conta com a parceria da Universidade dos Açores e com o apoio da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades e da Secretaria Regional do Mar e das Pescas. Segundo a nota do executivo regional, o objetivo é valorizar o contributo português — em particular o dos pescadores açorianos — para o desenvolvimento da pesca do atum no Pacífico Oriental e reforçar laços entre a região, a diáspora e a comunidade científica internacional.

«O projeto pretende valorizar a contribuição portuguesa, em particular dos pescadores açorianos, para o desenvolvimento da pesca do atum no Oceano Pacífico Oriental, promovendo o conhecimento sobre este importante legado histórico»

As sessões abordam tanto a vertente científica como a histórica dessa presença, reunindo investigadores, docentes universitários, responsáveis governamentais e representantes do setor das pescas. Ambos os encontros incluem momentos de debate com o público, com a participação de comunidades emigrantes e especialistas da área.

Quando e onde

Data Sessão Hora (local) Local
7 de setembro Científica 18:00 (19:00 em Lisboa) Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, cidade da Horta, Faial
8 de setembro Histórica 18:00 Auditório do Museu dos Baleeiros, Lajes do Pico

As sessões são de entrada livre e têm programação aberta ao público insular e a visitantes. Na sessão do Faial terminará com uma projeção fotográfica organizada pela Direção Regional das Pescas, que complementa as intervenções teóricas com um acervo visual sobre a atividade piscatória.

Memória, identidade e economia insular

Para as comunidades dos Açores, cujas ilhas se moldaram durante séculos à volta do mar, a pesca do atum no Pacífico Oriental representa um capítulo significativo do ponto de vista económico e cultural. A participação de marinheiros e embarcações açorianas em frotas que operaram no Pacífico contribuiu para laços transoceânicos, circulação de saberes e para a construção de redes de emigração e regresso que marcaram famílias e localidades.

A iniciativa promovida agora visa também salvaguardar esse património intangível: práticas, testemunhos orais, conhecimentos técnicos e memórias coletivas que correm o risco de se perder com a passagem das gerações. Ao ligar historiadores, cientistas e representantes das comunidades emigrantes pretende-se recuperar e sistematizar informação relevante para futuros estudos e para a valorização cultural local.

Formato e participantes

  • Intervenções de investigadores e docentes especializados na matéria;
  • Presença de responsáveis governamentais regionais e representantes do setor das pescas;
  • Debates abertos envolvendo público, comunidades emigrantes e especialistas.

O programa combina comunicações de carácter científico com testemunhos e análises históricas, criando uma ponte entre investigação académica e memória comunitária. A presença da Universidade dos Açores reforça a componente de investigação e permite integrar os resultados do projeto em iniciativas de arquivo e divulgação científica na região.

Num arquipélago onde o mar define economias e identidades, iniciativas deste tipo assumem uma dupla função: documentam trajetórias colectivas e servem de plataforma para discutir o papel atual das pescas, a preservação de práticas tradicionais e a relação dos Açores com redes marítimas globais.

As sessões, além de valorizarem o legado histórico, constituem também uma oportunidade para estreitar contactos entre investigadores locais e a diáspora açoriana, potenciando futuras colaborações e projetos de investigação que integrem fontes orais, imagens e documentação científica.

Para quem estiver nas ilhas do Faial e do Pico na próxima semana, a participação é gratuita e aberta, podendo aportar contributos e perguntas durante os momentos de debate que integram ambos os encontros.

Micaela Medeiros
Micaela IA Correspondente nos Açores online

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