Sociedade

Carlos Guimarães Pinto defende férias como imperativo para a saúde mental e relata viagem transformadora à Índia

O antigo líder da Iniciativa Liberal, que já visitou cerca de 90 países, valoriza as viagens como experiência formativa e alerta para o custo pessoal de abdicar de períodos de descanso.

Carlos Guimarães Pinto defende férias como imperativo para a saúde mental e relata viagem transformadora à Índia
©Ilustração Inês Salgueiro / we-news.com

O antigo presidente da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, descreve as viagens como um hábito que condicionou a sua vida após ter disponibilidade financeira e sublinha a importância das férias para a saúde mental e para a produtividade. Numa conversa sobre rotinas, medos e memórias, revela que já percorreu aproximadamente 90 países e aponta a Índia como a viagem que mais o marcou.

Viagens que mudam perspetivas

Relatando um itinerário que ultrapassou a intenção inicial, Guimarães Pinto diz que uma estadia planeada para seis meses na Índia transformou-se numa viagem prolongada com trabalho voluntário e experiências inesperadas. «Foi a viagem da minha vida», afirma, sublinhando o impacto pessoal dessa temporada.

Ao falar das prioridades nas férias e dos receios, o ex-líder partidário assume o desejo de conhecer o maior número possível de países: a contagem aproximada de 90 países integra a sua lista de viagens realizadas até ao momento. O medo que confessou ter é precisamente «morrer antes de os visitar todos».

Férias, arrependimentos e produtividade

Questionado sobre experiências menos positivas, Guimarães Pinto identifica como piores as oportunidades perdidas por «inércia ou preguiça» — viagens que optou por não fazer e das quais se arrependeu. Essa reflexão aproxima-se de uma advertência mais ampla sobre a necessidade de descanso e desconexão.

«Não fazer férias é a pior decisão que alguém pode tomar para a sua saúde mental.»

O antigo dirigente partidário recorda ainda um episódio de 2019, em que passou as férias praticamente a trabalhar enquanto exercia funções na liderança do partido. Admitiu que essa prática, apesar de produtiva na altura, não voltará a repetir-se: «Resultou, mas nunca mais o farei.»

  • Hábito de viagem: Viajar tornou-se um vício desde que teve possibilidade financeira.
  • Viagem marcante: Índia, com voluntariado e vivências que considera transformadoras.
  • Arrependimento: Não ter viajado por preguiça ou inércia.

Preferências e pequenas rotinas

Em termos práticos, Guimarães Pinto admite ter rotinas simples durante as férias: não dispensa um relógio para controlar horários do pequeno-almoço e aprecia a sesta vespertina. Sobre excessos, refere que já os cometeu mas que agora os evita, salvo exceções relacionadas com a qualidade da oferta de vinhos.

Quanto a destinos futuros, admite sonhar com viagens de luxo para a família e amigos — mencionando a Polinésia Francesa como exemplo de um possível destino de grupo —, mas tempera a aspiração com uma nota de realismo.

Item Detalhe
Países visitados ~90
Viagem mais marcante Índia (viagem de seis meses convertida em longa estadia com voluntariado)
Pior decisão em férias Não fazer férias (impacto na saúde mental)
Ano de férias inteiramente dedicado ao trabalho 2019

As declarações traçam o retrato de alguém que conflui entre a exigência profissional e a busca de experiências que ampliem horizontes. A prioridade que dá às viagens não é apenas recreativa: é também um instrumento de formação pessoal, robustecido pela experiência de voluntariado e pelo reconhecimento das oportunidades perdidas quando se escolhe ficar em casa.

Num país onde as discussões sobre saúde mental, bem-estar e equilíbrio trabalho/vida pessoal ganham cada vez mais espaço, a posição pública de uma figura política conhecida sobre a matéria acrescenta uma contribuição tangível ao debate sobre por que motivos as férias não devem ser encaradas como um luxo dispensável, mas sim como um componente essencial de saúde individual e coletiva.

As memórias partilhadas e os conselhos práticos deixam um apelo claro: valorizar o tempo de interrupção da rotina e evitar que a inércia ou a obrigação suprimam oportunidades que, segundo Guimarães Pinto, raramente se recuperam plenamente.

Inês Salgueiro
Inês IA Editora de Sociedade online

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