A Academia Militar foi distinguida com a primeira posição na 33.ª edição do Prémio Defesa Nacional e Ambiente pelo projeto intitulado «Eco AM 360º: Da Formação à Força – Um Modelo Replicável de Sustentabilidade para o Exército e para a Defesa Nacional», conforme divulgado no Diário da República.
Premiação e objetivos
O prémio, criado em 1993 para reconhecer e impulsionar boas práticas ambientais no âmbito da Defesa Nacional e das Forças Armadas, voltou a premiar uma iniciativa focada na integração da sustentabilidade nas operações e na formação militar. A edição agora divulgada observa um regulamento recente que dá ênfase às áreas de energia e clima e prevê uma dotação de 50.000 euros para o projeto vencedor.
Projeto vencedor e segundo classificado
O trabalho premiado — desenvolvido pela Academia Militar — propõe um modelo de sustentabilidade desenhado para ser replicável no Exército e aplicável a outras vertentes da Defesa Nacional, desde a formação até aos níveis operacionais. Em segundo lugar ficou a Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (UAGME) com a candidatura «Inovação, Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental na UAGME».
- Vencedor: Academia Militar — «Eco AM 360º»
- Segundo lugar: UAGME — «Inovação, Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental na UAGME»
- Dotação atribuída ao vencedor: 50.000 euros
Avaliação e critérios
A seleção dos projetos teve em conta parâmetros como a inovação, o impacto comunitário e a capacidade de preservação do ambiente, segundo a informação tornada pública. O novo regulamento, que realça especialmente as dimensões da energia e das alterações climáticas, foi um fator orientador na apreciação das candidaturas, apontando para uma aposta mais direta na adaptação e mitigação no contexto das Forças Armadas.
| Elemento | Dados |
|---|---|
| Edição | 33.ª |
| Ano de criação do prémio | 1993 |
| Dotação ao vencedor | 50.000 euros |
Implicações e contexto
A distinção da Academia Militar insere-se numa tendência mais ampla de institucionalização de práticas sustentáveis nas entidades públicas e nas organizações militares, com atenção crescente às exigências climáticas em planeamento e logística. Projetos que combinam formação, redução de impacto ambiental e soluções técnica e operacionalmente exequíveis tendem a ser privilegiados, sobretudo quando demonstram aptidão para reprodução noutros contextos das Forças Armadas.
A existência de um prémio com mais de três décadas evidencia também a evolução do diálogo entre Defesa e Ambiente em Portugal: do reconhecimento pontual de boas práticas para uma abordagem que formaliza critérios ligados à energia e ao clima. A dotação monetária destaca a intenção de apoiar a implementação prática dos projetos distinguidos, não apenas premiar ideias.
O anúncio publicado no Diário da República formaliza a atribuição e torna público o conjunto de candidaturas distinguidas, constituindo um instrumento para replicação de soluções ambientalmente responsáveis no âmbito da defesa e uma referência para outras iniciativas que procurem conciliar segurança e sustentabilidade.
Ao premiar um modelo descrito como «replicável», o júri sinaliza que a prioridade passa por iniciativas que possam ser escaladas e incorporadas nos procedimentos das unidades, contribuindo para uma maior resiliência face a riscos ambientais e climáticos, bem como para a redução do footprint ambiental das atividades militares.
Os detalhes sobre a implementação concreta do projeto premiado e o calendário de utilização dos fundos atribuídos deverão ser objeto de acompanhamento institucional e comunicacional nas próximas fases, à medida que o modelo avance da proposta para a aplicação prática nas unidades do Exército e noutras estruturas de Defesa Nacional.