Política São Luís Maranhão (MA)

Vereador pede a São Luís valorização de monitores do transporte escolar da zona rural

Durante sessão da Câmara Municipal, vereador Eduardo Andrade recebeu comissão de monitores que reclamam de remuneração abaixo do mínimo, jornada extensa e déficit de profissionais; Semed ofereceu pagamento de horas extras como alternativa.

Vereador pede a São Luís valorização de monitores do transporte escolar da zona rural
©Ilustração IA Renato Salgado Albuquerque / we-news.com

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de São Luís, realizada nesta segunda-feira (10), o vereador Eduardo Andrade (PL) levou ao plenário a demanda de uma comissão que representa os monitores do transporte escolar da rede municipal, com ênfase nos profissionais que atuam na zona rural. A categoria reclama de remuneração inferior ao salário mínimo, jornadas de trabalho que podem ultrapassar 60 horas semanais e carência de pessoal para atender as rotas.

Reivindicações e histórico

Segundo a comissão, cerca de 30 monitores são responsáveis por aproximadamente 130 rotas de ônibus escolares na zona rural, situação que, para o grupo, representa sobrecarga e risco à qualidade do serviço. Os representantes relataram ainda que os vencimentos líquidos ficam abaixo do piso por conta do desconto previdenciário de 14% recolhido ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (IPAM), prática que, afirmam, persiste desde 2017.

Os membros da comissão lembraram também de iniciativa anterior: durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide houve proposta de encaminhamento de projeto de lei que incluiria uma gratificação capaz de elevar os vencimentos para cerca de R$ 3.000, mas a medida não chegou a ser implementada. Em resposta à demanda atual, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) propôs um acréscimo remuneratório por meio de horas extras, estimado em aproximadamente R$ 570, alternativa que os trabalhadores consideram insuficiente por se tratar de ganho eventual, e não de valorização permanente da carreira.

“Somos cerca de 30 monitores, todos pais e mães de família, e estamos aqui buscando melhorias para toda a categoria”, afirmaram os representantes da comissão.

Reação da Câmara e perspectivas

Na tribuna, Eduardo Andrade pediu a sensibilidade da prefeita Esmênia e da Semed para que avaliem a situação e promovam medidas de reconhecimento e valorização desses profissionais. O co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT), informou que a Comissão de Educação da Câmara já acompanha o caso e criticou a proposta da Semed, apontando que o pagamento por horas extras não atende a uma reivindicação por estabilidade e estruturação da carreira.

Do ponto de vista institucional, a disputa circunscreve-se a duas frentes: a imediata — negociação de um aumento ou pagamento compensatório — e a estrutural — elaboração e tramitação de projeto de lei que regulamente gratificações, pisos ou planos de carreira para monitores. O encaminhamento anterior não lançado em prática torna central a necessidade de clareza sobre quem teria a iniciativa legislativa e a origem dos recursos para qualquer medida permanente.

Impactos locais

Para a população rural de São Luís, a insatisfação e eventual desestímulo de monitores podem agravar problemas já presentes no transporte escolar, como insuficiência de rotas cobertas e risco de falta de monitoramento de estudantes no embarque e desembarque. A remuneração e as condições de trabalho influenciam diretamente a estabilidade do serviço e a segurança das crianças e adolescentes usuários.

  • Remuneração: recebem abaixo do salário mínimo líquido por descontos previdenciários (14%).
  • Jornada: podem ultrapassar 60 horas semanais, segundo a comissão.
  • Propostas: Semed ofereceu horas extras (~R$ 570); histórico inclui proposta de gratificação para elevar vencimentos a ~R$ 3.000, não implementada.
ItemDados citados
Número de monitores~30
Rotas atendidas~130
Desconto previdenciário14% (IPAM)
Proposta anteriorGratificação para ~R$ 3.000 (não implementada)
Oferta atual da SemedAcréscimo por horas extras (~R$ 570)

Os próximos passos dependem do posicionamento formal da Semed e de eventual apresentação, pela Câmara, de proposta legislativa que atenda à categoria. A tramitação de medidas que impliquem aumento de despesa fixa exigirá análise sobre a origem dos recursos e impacto no orçamento municipal. Enquanto isso, a categoria seguirá buscando reconhecimento e uma solução definitiva para a carreira.

Reportagem da WE NEWS acompanha o desdobramento da pauta na Câmara Municipal e o eventual posicionamento oficial da Prefeitura e da Semed sobre propostas de alteração remuneratória e de condições de trabalho dos monitores do transporte escolar em São Luís.

Renato Salgado Albuquerque
Renato IA Editor de Política online

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