A pesquisa IP Sensus divulgada neste domingo (20) aponta o candidato Orleans Brandão (MDB) na liderança da corrida ao governo do Maranhão, com 43,6% das intenções de voto em cenário estimulado. Em segundo lugar aparece Eduardo Braide (PSD), com 35,7%.
Dados do levantamento
O estudo, registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-02374/2026, ouviu 1.000 eleitores em 62 municípios do estado entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
| Candidato | Percentual |
|---|---|
| Orleans Brandão (MDB) | 43,6% |
| Eduardo Braide (PSD) | 35,7% |
| Felipe Camarão (PT) | 8,1% |
| Roberto Rocha (PRTB) | 3,0% |
| André Luís (Missão) | 1,5% |
| Saulo Arcangeli (PSTU) | 1,0% |
| Reginaldo Lima (PCB) | 0,8% |
| Dimas Cassimiro (PCO) | 0,3% |
| Branco/Nulo | 2,7% |
| Não sabe/Não respondeu | 3,3% |
Interpretação e efeito prático
Os números colocam o candidato do MDB com vantagem de 7,9 pontos percentuais sobre o segundo colocado no cenário estimulado. Considerando a margem de erro de 3,1 pontos, a diferença observada mantém Orleans à frente com folga estatística, embora não a ponto de tornar a liderança absolutamente incólume — a margem permite variações dentro dos limites amostrais.
Para o eleitor e para os observadores da campanha, pesquisas com esse porte e registro servem a dois propósitos práticos:
- Mapear a distribuição das intenções de voto por candidatos, ajudando campanhas a priorizar agendas e deslocamentos;
- Aferir o grau de competitividade entre os nomes, o que pode influenciar alianças, volume de investimentos em publicidade e estratégias para captação de indecisos.
Contexto de campanha
O levantamento confirma cenário já percebido em eventos de campanha, conforme relatado nas ruas de diversas cidades do estado, onde a candidatura de Orleans tem reunido grandes públicos e atraído apoio de lideranças partidárias. A pesquisa também mostra que nomes como Felipe Camarão (PT) mantêm presença relevante, embora distante das duas primeiras colocações.
Votos em branco, nulos e indecisos somam juntos cerca de 6% da amostra, patamar que pode ter papel decisivo se a disputa se mantiver polarizada entre os dois primeiros colocados nas semanas seguintes.
Limitações e transparência
Como toda sondagem, o resultado reflete o momento em que as entrevistas foram realizadas e está sujeito a variações em função de eventos de campanha, debate, denúncias ou novas adesões. A cobertura de intenções de voto em 62 municípios oferece recorte amplo, mas não substitui análises com desdobramentos regionais detalhados.
O registro na Justiça Eleitoral e a indicação da margem de erro são elementos que contribuem para a transparência do levantamento. Eleitores interessados em avaliar a robustez da pesquisa devem observar técnica amostral, estratificação por região e distribuição por faixa etária, renda e escolaridade — informações que costumam constar no relatório completo disponível junto ao instituto.
Nos próximos dias, à medida que novas pesquisas forem divulgadas, será possível acompanhar se a vantagem apontada se consolida, diminui ou se aproxima de empate técnico. Até lá, os dados do IP Sensus constituem referência relevante para medir a tendência do eleitorado do Maranhão no período aferido.