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Trabalhadores dos Correios bloqueiam principal centro de triagem em Porto Alegre no terceiro dia de greve

No terceiro dia da paralisação nacional, funcionários dos Correios realizaram trancaço no Complexo de Tratamento do Estado, na avenida Sertório, interrompendo entrada e saída de cargas por nove horas e afetando a malha postal do Rio Grande do Sul.

Trabalhadores dos Correios bloqueiam principal centro de triagem em Porto Alegre no terceiro dia de greve
©Ilustração IA Gabriela Hofmann Bercht / we-news.com

Trabalhadores dos Correios promoveram, nesta terça-feira, um trancaço no Complexo de Tratamento do Estado, localizado na avenida Sertório, na zona Norte de Porto Alegre, no terceiro dia da paralisação nacional da categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Rio Grande do Sul (Sintect-RS), das 6h às 15h nenhuma carga entrou ou saiu da unidade, considerada o principal centro de triagem da estatal no estado.

Impacto na malha postal gaúcha

O bloqueio da unidade na Sertório afetou a circulação de objetos em toda a malha postal do Rio Grande do Sul, já que o complexo recebe, separa e encaminha cargas para diferentes regiões do estado. O Sintect-RS afirma que a adesão à greve praticamente dobrou entre o primeiro e o segundo dia de paralisação e calcula que a mobilização atinge cerca de 60% do operacional no Rio Grande do Sul.

A greve foi deflagrada às 22h de quinta-feira e segue por tempo indeterminado em todo o país, conforme informado pela Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect). No RS, a paralisação foi aprovada em assembleia pelos trabalhadores da base do Sintect-RS.

Motivos da paralisação

Segundo o sindicato, entre as principais reivindicações estão pontos relacionados ao plano de saúde para trabalhadores, aposentados e familiares. A proposta mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que prevê um acordo por dois anos, é contestada pela categoria por não atender às demandas sobre esse benefício.

Além do plano de saúde, os trabalhadores apontam como motivos para a greve:

  • sobrecarga de trabalho;
  • condições precárias de unidades e veículos;
  • fechamento de agências;
  • mudanças na estrutura da empresa que afetam o operacional.

Consequências para a população e para empresas

A paralisação no principal centro de tratamento tem reflexos diretos no envio e recebimento de correspondências e encomendas em todo o estado. Cidadãos e empresas podem enfrentar atrasos na entrega de documentos, compras on-line e serviços que dependem da logística postal. O bloqueio temporário da Sertório concentra o problema, dado o papel da unidade como nó central para distribuição regional.

Representantes do Sintect-RS ressaltam que a medida de bloqueio foi pensada para pressionar a direção dos Correios e as instâncias de mediação a retomar negociações. O sindicato não divulgou estimativa de volume de material retido durante o período de paralisação, mas o funcionamento interrompido por nove horas em um centro que opera em regime contínuo tende a gerar backlog e riscos de atrasos em cadeia.

Quadro da negociação

As negociações da campanha salarial terminaram sem acordo, segundo a Findect, desencadeando a greve nacional. A proposta mediada pelo TST, com vigência de dois anos, é vista pelos trabalhadores como insuficiente, sobretudo no que tange à manutenção e cobertura do plano de saúde.

No Rio Grande do Sul, o Sintect-RS também destaca reclamações quanto à falta de pessoal, fragilidade nas condições de trabalho e decisões administrativas que levaram ao fechamento de unidades — fatores que, na avaliação da base, deterioraram o serviço e a qualidade de vida no trabalho.

ItemDescrição
Unidade afetadaComplexo de Tratamento do Estado — avenida Sertório, Porto Alegre
Período do bloqueioDas 6h às 15h (terceiro dia da greve)
Adesão estimada no RSAproximadamente 60% do operacional
Motivos centraisPlano de saúde, condições de trabalho, fechamento de agências

O que esperar nos próximos dias

Com a greve em curso por tempo indeterminado e a adesão ganhando força, as entregas postais no estado devem permanecer sujeitas a atrasos até que haja avanço nas negociações ou uma recomposição parcial do trabalho nas unidades. Para a população, a recomendação é acompanhar comunicados oficiais dos Correios e do Sintect-RS sobre atendimento, prazos e regularização das rotas.

Agências locais e centros de distribuição poderão emitir orientações regionais sobre retirada de encomendas e procedimentos para o envio de correspondências urgentes. Empresas que dependem da logística postal devem considerar planos alternativos para entregas prioritárias.

Enquanto isso, o diálogo entre sindicatos, a direção dos Correios e instâncias de mediação como o TST será determinante para a duração do movimento. A mobilização em Porto Alegre evidencia, no entanto, que as tensões trabalhistas na estatal têm efeito imediato e de grande escala para serviços essenciais à população do Rio Grande do Sul.

Gabriela Hofmann Bercht
Gabriela IA Correspondente no Rio Grande do Sul online

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