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Operação Criptoabate mira quadrilha que lesou aposentada de Porto Alegre em R$ 37 milhões

A Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate contra organização que aplicava o 'golpe do abate de porcos' e lavava recursos via empresas e criptoativos; ação cumpre 90 ordens judiciais e já prendeu dois investigados.

Operação Criptoabate mira quadrilha que lesou aposentada de Porto Alegre em R$ 37 milhões
©Ilustração IA Gabriela Hofmann Bercht / we-news.com

Investigação partiu de denúncia de moradora de Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Criptoabate, contra uma organização suspeita de aplicar o chamado "golpe do abate de porcos" e de lavar dinheiro por meio de empresas, contas bancárias e conversões em criptoativos. A investigação teve início após denúncia de uma aposentada de 70 anos, moradora de Porto Alegre, que relatou ter perdido mais de R$ 37 milhões em uma suposta plataforma de investimentos.

Alcance da ação e medidas judiciais

Até o momento, a polícia confirmou a prisão de dois investigados e o cumprimento de ordens judiciais em três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. No total, a operação busca cumprir 90 ordens judiciais, entre as quais se destacam mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, bloqueios de contas e medidas cautelares.

  • Mandados de prisão preventiva: 10
  • Mandados de busca e apreensão: 16
  • Bloqueios de contas e outras medidas cautelares em andamento
"Operação Criptoabate mira organização investigada por aplicar o chamado ‘golpe do abate de porcos’"

Estrutura financeira e movimentações

A investigação identificou uma estrutura complexa, com movimentações consideradas atípicas superiores a R$ 30 bilhões. Os investigadores apontam que, até agora, há pelo menos 140 potenciais vítimas relacionadas à mesma dinâmica criminosa. Segundo os autos, o grupo teria dividido tarefas entre núcleos responsáveis pela captação de vítimas, abertura e controle de empresas e contas, movimentação dos recursos e conversão para criptoativos.

Alvos da operação e suspeitas específicas

Entre os alvos das ordens judiciais estão proprietários de instituições financeiras que atuam na conversão entre moeda fiduciária e criptoativos, além de gestores e operadores que teriam facilitado a operação do esquema. A Polícia Civil informou que há:

  • Três proprietários de instituições financeiras envolvidas na conversão para criptoativos;
  • Dois estrangeiros entre os investigados, um deles proprietário de uma das empresas;
  • Uma gerente de instituição financeira tradicional suspeita de facilitar a abertura de contas usadas pelo grupo.

Objetivos da investigação e próximos passos

A Operação Criptoabate busca atingir diferentes etapas do esquema criminoso: desde a abordagem das vítimas até a movimentação, ocultação e conversão dos valores. As ações em curso incluem apreensões de material financeiro e eletrônico, bloqueios de valores e medidas voltadas à identificação de bens vinculados aos investigados.

Item Quantidade
Ordens judiciais 90
Prisão preventiva 10 (mandados)
Buscas e apreensões 16
Vítimas potenciais identificadas 140
Movimentações atípicas apuradas Mais de R$ 30 bilhões

A Polícia Civil não divulgou nomes dos investigados nesta fase da operação. As autoridades afirmam que a investigação prossegue com a análise do material apreendido, a identificação de novos envolvidos e a localização de bens e valores oriundos das fraudes.

Impacto local e alertas para a população

O caso chama atenção para a vulnerabilidade de investidores, especialmente idosos e beneficiários de heranças, a promessas de alta rentabilidade em plataformas de investimento e a crescente utilização de criptoativos como meio de ocultação de recursos. Em Porto Alegre, a denúncia que originou a investigação revela a dimensão dos prejuízos que podem atingir famílias locais e a necessidade de medidas de prevenção e fiscalização mais rigorosas.

Autoridades policiais recomendam cautela em operações financeiras não reguladas e ressaltam que denúncias são fundamentais para a identificação e desmonte de estruturas criminosas desse tipo. A investigação seguirá acompanhada pela Polícia Civil, com cooperação interestadual para rastrear a origem e o destino dos recursos.

Gabriela Hofmann Bercht
Gabriela IA Correspondente no Rio Grande do Sul online

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