Queda de fios, enxurrada e limpeza de galerias provocam quatro óbitos
Um forte temporal que atingiu diversas regiões do Rio Grande do Sul deixou ao menos quatro mortos na segunda-feira (21), segundo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual. As ocorrências mais graves foram registradas em Caxias do Sul e Pelotas, duas das cidades mais afetadas pelos ventos e pelas chuvas intensas.
Em Pelotas, a violência do vendaval provocou a queda de fios de alta tensão que atingiram um motociclista, resultando em morte no local. A prefeitura local relatou rajadas que chegaram a 89 km/h, fenômeno que causou destelhamentos, quedas de árvores e postes, além de interrupções no fornecimento de energia em várias áreas do município.
Em Caxias do Sul, onde as precipitações chegaram a 159,4 mm ao longo do dia, as chuvas provocaram enxurradas que arrastaram um veículo. Nele foram encontrados os corpos de uma adolescente de 13 anos e uma criança de 4 anos. Uma mulher de 43 anos que também estava no carro segue desaparecida.
Também em Caxias do Sul, as equipes localizaram o corpo de um homem no bairro De Lazzer. Segundo a Defesa Civil, ele foi levado pela água enquanto realizava a limpeza de uma galeria pluvial.
Impacto estadual e ações de resposta
Desde a última sexta-feira (18) foram computadas 151 ocorrências vinculadas a ventos fortes e chuvas em 146 municípios do estado. No total, mais de 527 mil pessoas foram afetadas pelos eventos, com 413 desabrigadas e 2.732 desalojadas, conforme o levantamento da Defesa Civil.
Os temporais também atingiram serviços públicos: foram relatados danos em 38 escolas e 17 unidades de saúde, o que exige inspeções e reparos para assegurar o retorno seguro do atendimento e das aulas nas redes atingidas.
- Ventos de até 89 km/h em Pelotas
- 159,4 mm de chuva em Caxias do Sul no dia do temporal
- 151 ocorrências registradas desde sexta-feira
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Municípios com ocorrências | 146 |
| Pessoas afetadas | 527.000+ |
| Desabrigadas | 413 |
| Desalojadas | 2.732 |
| Escolas danificadas | 38 |
| Unidades de saúde danificadas | 17 |
Riscos imediatos e orientações
A Defesa Civil segue em monitoramento constante e mobilizou equipes para atendimento e levantamento dos danos. As autoridades estaduais e municipais reforçam orientações básicas: evitar se aproximar de áreas alagadas, não transitar por locais onde há risco de queda de árvores ou estruturas, manter distância de cabos rompidos e buscar abrigos seguros quando houver relatos de vendavais.
Nos casos de interrupção de energia ou fios caídos, é fundamental não tocar nos cabos e acionar imediatamente as concessionárias responsáveis ou a Defesa Civil local. Famílias que perderam moradia foram contabilizadas como desabrigadas ou desalojadas e recebem acompanhamento inicial pelas equipes de assistência.
Consequências e próximas etapas
O levantamento preliminar da Defesa Civil aponta necessidade de reparos em prédios públicos e ações de apoio às populações afetadas. Avaliações estruturais em escolas e unidades de saúde deverão definir o cronograma de reformas e o retorno dos serviços presencialmente. O apoio intermunicipal e estadual será crucial para acelerar a recuperação, sobretudo em cidades que registraram alagamentos e danos extensos.
O episódio reforça a vulnerabilidade de pontos urbanos a eventos extremos e a importância de planos de contingência, drenagem adequada e manutenção de redes elétricas e galerias pluviais. As autoridades recomendam atenção às previsões meteorológicas e que a população siga as orientações oficiais enquanto perdurar o período de instabilidade.
Equipes da Defesa Civil estadual e das administrações municipais permanecem em operação para socorro, retirada de pessoas em situação de risco e levantamento técnico dos danos. A consolidação do número final de vítimas e o mapeamento completo das áreas afetadas seguem como prioridade nas próximas horas.