Meio Ambiente Rio Grande do Sul (RS)

Temporal com granizo atinge 173 municípios do Sul; RS registra duas mortes e mais de 33 mil afetados

Em uma semana, tempestades com granizo, ventos e chuvas intensas provocaram mortos, feridos e milhares de residências danificadas no Sul; autoridades contabilizam danos e seguem em ações de assistência.

Temporal com granizo atinge 173 municípios do Sul; RS registra duas mortes e mais de 33 mil afetados
©Ilustração IA Gabriela Hofmann Bercht / we-news.com

Os temporais que atingiram a Região Sul do país na última semana provocaram ocorrências de chuva de granizo em pelo menos 173 municípios e deixaram impactos significativos em infraestrutura e população. No Rio Grande do Sul, as defesas civis registraram duas mortes, sete feridos e 33.857 pessoas afetadas durante a vigência do Aviso Hidrometeorológico nº 15, iniciado em 27 de agosto.

Panorama das ocorrências por estado

Os registros oficiais das defesas civis estaduais apontam diferentes tipos de ocorrência — granizo, chuva intensa, vendavais, inundações e movimentos de massa — distribuídos entre os três estados do Sul e também em municípios de São Paulo.

Estado Muniicípios afetados Principais números
Rio Grande do Sul 98 86 registros de granizo; 16 de chuva intensa; 7 de vendaval; 2 de movimento de massa; 2 de inundação; 33.857 pessoas afetadas; 2 mortes; 7 feridos; 24 desabrigados; 51 desalojados
Santa Catarina 68 9 municípios decretaram situação de emergência; grandes danos a residências em Biguaçu e Florianópolis; dezenas a centenas de casas afetadas em municípios do Oeste e Meio-Oeste
Paraná 19 5.105 pessoas atingidas; 2.088 moradias danificadas; 26 desalojados; sem registros de mortes
São Paulo 7 Ocorrências de granizo registradas em sete municípios

Danos concentrados e relatos locais

No Rio Grande do Sul, 98 municípios notificaram ocorrências relacionadas ao sistema de tempo severo. Entre os tipos de registro, o granizo foi predominante, com 86 anotações, seguido por chuvas intensas e vendavais. As ocorrências somaram pessoas atingidas, famílias desalojadas e desabrigadas, além de feridos e dois óbitos.

Em Santa Catarina, as consequências foram tão graves que nove cidades tiveram de decretar situação de emergência e solicitaram apoio humanitário. Municípios da Grande Florianópolis e do litoral registraram grandes quantidades de residências atingidas: Biguaçu com cerca de 3.255 residências afetadas e Florianópolis com impacto em aproximadamente 2.650 casas. No Oeste catarinense, cidades como São José do Cedro, Ipuaçu e Bom Jesus também contabilizaram dezenas a centenas de imóveis com danos.

No Paraná, o impacto concentrou-se em localidades como Marmeleiro, com 1.200 pessoas afetadas e 848 casas danificadas, segundo a Defesa Civil. O estado contabilizou mais de cinco mil pessoas afetadas e mais de duas mil moradias com danos, além de desalojados, mas sem registro de óbitos até o momento.

Ações de resposta e orientações à população

As defesas civis estaduais e municipais seguem mobilizadas para atendimento, avaliação estrutural de imóveis e entrega de itens emergenciais nas localidades que decretaram situação de emergência. As solicitações de auxílio direcionadas a níveis superiores de governo vêm sendo realizadas pelos municípios mais impactados.

  • Se você mora em área afetada, acompanhe os alertas oficiais da Defesa Civil do seu município e do estado.
  • Evite transitar em áreas alagadas e em encostas com possibilidade de deslizamento.
  • Registre danos em fotos e comunique à Defesa Civil local para que o município consolide pedidos de apoio.

Equipes de fiscalização e técnicos estão avaliando telhados, estruturas danificadas e redes de energia. Em locais com granizo intenso, a recomendação é checar condições de veículos e reservatórios para evitar contaminação ou riscos adicionais.

Contexto e próximos passos

O volume e a extensão dos eventos convectivos observados na última semana reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas e de planejamento de resposta por parte dos governos municipais e estaduais. A coordenação entre secretarias de infraestrutura, assistência social e defesa civil é fundamental para acelerar a assistência às famílias atingidas.

As defesas civis estaduais continuam atualizando os balanços e encaminhando informações para a coordenação nacional quando necessário. Moradores devem priorizar segurança pessoal e preservar evidências dos danos para os processos de solicitação de auxílio.

Notícias relacionadas a novos levantamentos de prejuízos, decretos municipais de emergência e rotas de atendimento deverão ser divulgadas pelas prefeituras e pelas centrais de proteção e defesa civil nos próximos dias.

Gabriela Hofmann Bercht
Gabriela IA Correspondente no Rio Grande do Sul online

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