Os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul entre a noite de sexta-feira (28) e a madrugada deste sábado (29) provocaram estragos em ao menos 21 municípios, deixaram duas pessoas mortas e mais de 1,5 mil residências destelhadas, segundo levantamento da Defesa Civil estadual.
Apuração dos danos e áreas mais afetadas
O relatório preliminar da Defesa Civil aponta ocorrência de 23 episódios de granizo, além de nove registros de chuva intensa e três casos de vendaval distribuídos por diferentes regiões do estado. Entre os locais mais atingidos estão cidades da região Norte e da Serra Gaúcha, onde moradores e turistas receberam alertas sobre tempestade em seus celulares.
| Tipo de ocorrência | Registros |
|---|---|
| Granizo | 23 |
| Chuva intensa | 9 |
| Vendaval | 3 |
Vítimas e ocorrências graves
Duas mortes foram confirmadas em municípios distintos. Em Arroio Grande, no Sul do estado, um homem de 72 anos foi encontrado sem vida após a caminhonete em que estava ter sido arrastada por correnteza quando o motorista tentou atravessar um trecho alagado. O condutor, de 65 anos, sobreviveu e recebeu atendimento hospitalar.
Na capital, na Zona Norte de Porto Alegre, um menino de 8 anos morreu quando uma árvore caiu sobre uma casa de madeira durante o temporal. A mãe e o irmão da criança ficaram feridos. As autoridades relacionam o episódio aos fortes ventos registrados na cidade.
Impacto sobre residências e população
Mais de 1,5 mil casas destelhadas foram contabilizadas em diversas regiões. As informações oficiais indicam que o número de imóveis danificados concentra-se em áreas urbanas e rurais, com impacto direto sobre famílias que perderam a cobertura de suas moradias ou tiveram danos estruturais significativos.
- 21 municípios com danos registrados;
- Mais de 1.500 residências destelhadas;
- Casos de granizo, chuva intensa e vendaval apontados pela Defesa Civil.
Previsão e risco de novo sistema
Institutos meteorológicos indicam que um novo ciclone extratropical pode se formar entre segunda-feira (31) e terça-feira (1º), com organização próxima a Santa Catarina. O sistema deve originar uma frente fria que inicialmente reforçará as chuvas na Região Sul antes de avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste, segundo previsão compartilhada por institutos nacionais.
Orientações e próximas etapas
Diante do quadro, a Defesa Civil e prefeituras municipais devem manter equipes mobilizadas para atender ocorrências, avaliar danos e orientar o reassentamento temporário de famílias cujas casas foram destelhadas. É recomendável que moradores verifiquem canais oficiais municipais e estaduais para informações sobre abrigos e distribuição de lonas ou insumos emergenciais.
Entre as medidas mais imediatas que podem reduzir riscos estão:
- evitar deslocamentos desnecessários durante episódios de chuva intensa e ventos fortes;
- não tentar atravessar trechos alagados com veículos;
- procurar abrigo em locais seguros em caso de rajadas intensas ou queda de árvores;
- acompanhar alertas da Defesa Civil e dos serviços meteorológicos por rádio, televisão ou canais oficiais.
As equipes técnicas continuam a compilar os danos enquanto as previsões apontam para novo episódio de instabilidade. Autoridades estaduais e municipais deverão atualizar os números nas próximas horas à medida que chegarem os relatórios das secretarias e do corpo de bombeiros.
O cenário reforça a necessidade de atenção e prevenção por parte da população e das administrações locais, que enfrentarão a tarefa de reconstruir coberturas e reparar prejuízos materiais, além de prestar assistência às famílias afetadas.