Prisão ocorreu em Senador Canedo; investigação aponta motivação por discriminação
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PC-GO), prendeu nesta segunda-feira (21) um homem de 24 anos investigado pelo assassinato de Max de Jesus dos Santos de Carvalho, conhecida como Angélica, ocorrido em 10 de maio deste ano no bairro Igaraú, zona rural de São Luís.
Segundo a Delegacia de Homicídios da Área Sul (DHS/SHPP), as apurações apontaram que o crime teve como motivação o menosprezo e a discriminação em razão da identidade de gênero da vítima. Esse elemento da motivação foi usado para qualificar o crime como feminicídio no inquérito policial.
Medidas processuais e audiência de custódia
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o Plantão Judiciário Criminal da Comarca de São Luís expediu o mandado de prisão preventiva contra o investigado. A prisão foi cumprida no município de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia.
Após a detenção, o homem passou por audiência de custódia em Goiás, na qual a legalidade do ato foi mantida. A audiência de custódia é o procedimento em que se analisa, em juízo, a situação do preso e a regularidade da prisão em flagrante ou preventiva — sem, contudo, substituir o processo penal subsequente.
“A Polícia Civil do Maranhão já solicitou o recambiamento do preso para São Luís. Assim que for transferido, ele será interrogado pela equipe responsável pelas investigações.”
Próximos passos da investigação
Conforme informado pela DHS/SHPP, depois do recambiamento para a capital maranhense o investigado será interrogado pela equipe que conduz o inquérito. A continuidade do procedimento deve incluir a oitiva de testemunhas, análise de perícias e eventual juntada de novos elementos que comprovem a autoria e a motivação do crime.
- Local do crime: bairro Igaraú, zona rural de São Luís — 10 de maio.
- Suspeito preso: homem, 24 anos, em Senador Canedo (GO) — 21 de setembro.
- Qualificação: feminicídio por discriminação à identidade de gênero, segundo a investigação.
Contexto jurídico e garantia da presunção de inocência
Do ponto de vista processual, a prisão preventiva permite à autoridade judiciária afastar risco à ordem pública, à instrução criminal ou garantir a aplicação da lei penal. Contudo, a adoção dessa medida não equivale a condenação: o suspeito permanece na condição de investigado até o trânsito em julgado de eventual condenação.
A apuração do que motivou o crime e a comprovação das circunstâncias — por exemplo, prova pericial, reconhecimento por testemunhas e elementos materiais — serão determinantes para a qualificação definitiva do delito em eventual denúncia do Ministério Público e para a decisão judicial posterior.
Impacto e reações locais
Casos de violência contra pessoas trans trazem à tona demandas por políticas públicas locais de proteção, inclusão e medidas específicas de prevenção e investigação de crimes motivados por discriminação. O encaminhamento célere das apurações e a transparência das autoridades podem reforçar a confiança da população no sistema de justiça e contribuir para a responsabilização dos autores.
| Evento | Data |
|---|---|
| Homicídio de Max (Angélica) | 10 de maio de 2026 |
| Prisão do investigado | 21 de setembro de 2026 |
As autoridades ainda não divulgaram previsão para o recambiamento do preso a São Luís nem para a data do interrogatório. A reportagem aguarda manifestação oficial da Polícia Civil do Maranhão com mais detalhes sobre as diligências em curso.