Os servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase-RN) iniciaram, na sexta-feira (14), uma greve por tempo indeterminado. A mobilização ocorreu em frente à Governadoria, em Natal, e no Case Mossoró, no Oeste do estado, conforme informado por representantes sindicais.
Reivindicações e contexto
A categoria aprovara a paralisação durante assembleia na última terça-feira (11). Entre as principais demandas estão a implantação do auxílio-alimentação e do auxílio-fardamento, além do cumprimento das promoções funcionais previstas. Sindicatos que apoiam a greve incluem o Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) e o Sindicato dos Agentes Socioeducativos do RN (Sindasern).
Nas últimas semanas houve interlocução entre representantes dos trabalhadores e o governo estadual, resultando em alguns apontamentos oficiais sobre o andamento das reivindicações.
O que o governo informou até agora
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE-RN) emitiu despacho que determina o cumprimento de uma decisão judicial referente ao pagamento do auxílio-alimentação. Segundo o setor jurídico estadual, o benefício integra acordo homologado pela Justiça em 2025 entre o Executivo e os servidores.
Quanto às promoções funcionais, a administração estadual já incluiu na folha de pagamento os valores relativos aos servidores que concluíram o estágio probatório e foram efetivados em julho. A implementação do auxílio-fardamento, porém, permanece sob análise.
Impasses sobre o auxílio-fardamento
O pagamento do auxílio-fardamento ainda depende de avaliação administrativa e jurídica. A categoria aponta que há uma verificação em curso sobre a legalidade da concessão do benefício no período que antecede o pleito eleitoral (conhecido como período de defeso eleitoral), o que pode limitar ou condicionar a implantação ainda em 2026.
Mesmo com os avanços relatados, os sindicatos informaram que a mobilização continuará até que todas as reivindicações sejam atendidas.
Próximos passos e negociação
Na próxima segunda-feira (17), o comitê de greve deverá ser recebido pela Secretaria de Estado de Administração (Sead-RN), encontro apontado como etapa formal para retomar as negociações entre servidores e governo.
- Data de início da greve: 14 de agosto de 2026
- Reivindicações principais: auxílio-alimentação, auxílio-fardamento, cumprimento de promoções
- Próxima reunião: comitê de greve e Sead-RN, prevista para 17 de agosto de 2026
Impacto para usuários e serviços
A Fundase é responsável por unidades socioeducativas que abrigam adolescentes em conflito com a lei, portanto a paralisação tem potencial de afetar a rotina dos centros e a prestação de serviços essenciais no atendimento socioeducativo. Mudanças no quadro de profissionais podem refletir em rotinas de vigilância, acompanhamento pedagógico e atividades de ressocialização, ainda que o alcance e a intensidade desses efeitos dependam de decisões locais sobre serviços mínimos.
Até o fechamento desta reportagem não houve divulgação oficial por parte da Fundase sobre a decretação de serviços mínimos ou orientações específicas às unidades. Também não foi informado o número exato de servidores em adesão à greve em cada unidade.
Tabela: status das reivindicações
| Reivindicação | Status informado |
|---|---|
| Auxílio-alimentação | Despacho da PGE determina cumprimento de decisão judicial (acordo homologado em 2025) |
| Promoções funcionais | Valores dos aprovados no estágio probatório (efetivados em julho) já incluídos na folha |
| Auxílio-fardamento | Em análise; pendente avaliação sobre legalidade no período eleitoral |
Observações finais
Os desdobramentos da paralisação deverão ser acompanhados a partir da reunião prevista com a Sead-RN. Para a população que depende dos serviços da Fundase, recomenda-se atenção a comunicados oficiais das unidades locais e dos sindicatos, que podem orientar sobre atendimento, visitas e procedimentos enquanto a mobilização estiver em vigor.
Esta cobertura será atualizada conforme novas informações oficiais sobre acordos, definição de serviços mínimos ou recuo da paralisação.