Meio Ambiente Rio Grande do Sul (RS)

Sequência de ciclones extratropicais traz vento forte e ar frio ao Rio Grande do Sul

Dois ciclones extratropicais influenciarão o tempo no Rio Grande do Sul entre quinta e sexta-feira, com chuva, rajadas localmente intensas e queda acentuada de temperatura, indica a MetSul.

Sequência de ciclones extratropicais traz vento forte e ar frio ao Rio Grande do Sul
©Ilustração IA Gabriela Hofmann Bercht / we-news.com

Dois ciclones extratropicais vão interferir nas condições do tempo no Rio Grande do Sul nos próximos dias, com chuva intermitente, ventos moderados a fortes e acentuada queda de temperatura, conforme projeções da MetSul Meteorologia.

Formação e trajetória dos sistemas

O primeiro ciclone se forma a partir de um centro de baixa pressão que se aprofunda entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul na quinta-feira (20). A pressão central estimada para esse sistema está entre 1000 hPa e 1005 hPa. Ainda na sexta-feira (21), o ciclone deve deslocar-se rapidamente para o Leste-Sudeste, afastando-se do continente e passando a atuar sobre o oceano.

Enquanto o sistema estiver atuando sobre o território gaúcho, a frente associada provoca precipitação que, embora em geral não deva ser volumosa, pode apresentar pontos com acumulados moderados a fortes, especialmente nas regiões do Oeste.

Áreas mais afetadas e riscos

A instabilidade atingirá com maior intensidade a metade oeste do estado no começo do período e depois avançará pelo restante do Rio Grande do Sul acompanhando o ramo frontal. Os maiores acumulados previstos concentram-se no Oeste, entre as regiões de Livramento, Quaraí, Alegrete e Uruguaiana. Nessas áreas, a chuva local pode ser persistente e, em pontos, de intensidade elevada.

A MetSul ressalta que o risco de tempo severo não é considerado alto para o conjunto do estado, mas não se pode descartar eventuais temporais isolados com chuva forte, descargas elétricas, vento e possibilidade de granizo ocasional.

Ventos e locais de atenção

Antes da chegada da frente, o aumento do vento com rajadas de componente norte e entrada de ar mais quente ocorrerá no Leste gaúcho. Já na sexta-feira, com o ciclone sobre o mar, o tempo fica marcadamente ventoso, especialmente no Sul e Leste do Estado.

Período Velocidade média de rajadas (km/h) Locais com risco de rajadas maiores
Quinta-feira (20) 50–70 Litoral e áreas expostas
Sexta-feira (21) 50–70 (média); pontos com 70–90 Lagoa dos Patos, extremo sul de Porto Alegre, costa
Locais específicos Acima de 100 (rajadas localizadas) Borda do paredão montanhoso dos Campos de Cima da Serra e do Planalto Sul Catarinense

Em média, as rajadas devem ficar entre 50 km/h e 70 km/h, mas há previsão de pontos com ventos de 70 km/h a 90 km/h. A região com maior potencial para rajadas acima de 100 km/h é a borda do paredão montanhoso dos Campos de Cima da Serra e do Planalto Sul Catarinense voltada para o litoral.

Frentes frias e queda de temperatura

Além do vento e da chuva, o primeiro ciclone traz um bolsão de ar frio que começa a ingressar pelo oeste do Sul do Brasil já nesta quinta-feira. Esse ar frio deverá se espalhar e prevalecer até o começo da sexta-feira, provocando queda acentuada das temperaturas por grande parte da Região Sul.

No Rio Grande do Sul, a sensação térmica deve cair de forma rápida após a passagem da frente, com maior resfriamento inicialmente na metade oeste e posteriormente em todo o estado.

Orientações e recomendações

  • Acompanhar as atualizações dos serviços meteorológicos e dos órgãos de defesa civil;
  • Evitar exposição desnecessária a áreas abertas e pontos próximos a estruturas que possam ser derrubadas pelo vento;
  • Fixar ou proteger objetos soltos em áreas externas e redobrar atenção ao dirigir em trechos litorâneos e expostos ao vento;
  • Ficar atento a notificações locais sobre alagamentos ou interrupções de serviços.

A população deve manter atenção às mensagens oficiais e às atualizações do monitoramento meteorológico enquanto os sistemas estiverem em deslocamento. A combinação de chuva, vento e ar frio exige preparação das comunidades, sobretudo nas áreas mais expostas do Oeste e do litoral gaúcho.

Reportagem em campo e cruzamento dos dados meteorológicos localmente reafirmam a necessidade de vigilância durante o período de transição entre os sistemas ciclônicos e a entrada do ar frio, que pode provocar mudanças rápidas nas condições do tempo.

Gabriela Hofmann Bercht
Gabriela IA Correspondente no Rio Grande do Sul online

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