A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou, nesta segunda-feira, a ocorrência de dois casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado, sendo registrada uma morte em Imbituba. As informações divulgadas pelas autoridades apontam que ambos os pacientes apresentaram manifestações neurológicas e que investigações epidemiológicas estão em andamento para identificar os locais de infecção e a circulação viral.
Casos e desfechos
De acordo com a pasta estadual, os dois casos confirmados em Santa Catarina envolvem: um homem de 56 anos, morador de Caçador, que recebeu alta hospitalar após internação, e uma mulher de 77 anos, residente de Imbituba, cujo quadro evoluiu para óbito. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre comorbidades ou datas precisas de início dos sintomas.
Contexto nacional e confirmação laboratorial
Paralelamente às ocorrências em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou a confirmação dos dois primeiros casos humanos no território paulista, atestados pelo Instituto Adolfo Lutz. Em São Paulo, os casos referem-se a uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, que se recuperou após viagem recente à região amazônica, e a uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada.
Transmissão e animais hospedeiros
O agente causador da doença é transmitido por mosquitos infectados, sobretudo pernilongos que picam aves silvestres, consideradas hospedeiras naturais. A transmissão para humanos também pode estar associada a contato com equinos, primatas não humanos e outros mamíferos.
Recomendações e medidas de prevenção
A Secretaria de Saúde reforça orientações voltadas ao controle de vetores e à proteção de pessoas que trabalham ao ar livre. Entre as medidas recomendadas estão:
- Eliminar locais com água parada, como recipientes, pneus e calhas entupidas, que servem de criadouro para mosquitos;
- Evitar o descarte de lixo em rios, valas e áreas naturais, prática que favorece acúmulo de água;
- Proibir o manuseio de animais mortos sem proteção e orientação sanitária;
- Reforçar cuidados em trabalhadores ao ar livre — agricultores, veterinários, jardineiros e outros — com uso de repelentes e roupas de proteção;
- Notificação imediata de casos suspeitos às autoridades de saúde para investigação e controle epidemiológico.
Investigações epidemiológicas
Equipes especializadas das secretarias estaduais de saúde realizam investigação para mapear o raio de circulação do vírus e delimitar os pontos de infecção. O trabalho inclui buscas de casos em humanos e animais, monitoramento de vetores e coletas laboratoriais para confirmar eventuais novas ocorrências.
Impacto local e vigilância
A confirmação de casos com manifestações neurológicas em Santa Catarina acende alerta para a capacidade de resposta dos serviços de saúde, sobretudo nos municípios afetados. A identificação precoce de sintomas neurológicos associados à febre pode ser determinante para o encaminhamento adequado e para reduzir riscos de desfechos graves.
Dados resumidos dos casos confirmados
| Estado | Cidade | Idade | Desfecho |
|---|---|---|---|
| Santa Catarina | Imbituba | 77 anos | Óbito |
| Santa Catarina | Caçador | 56 anos | Alta hospitalar |
| São Paulo | Ribeirão Preto | 34 anos | Recuperada |
| São Paulo | São José do Rio Preto | 18 anos | Internação |
Os dados acima foram compilados a partir das informações divulgadas pelas secretarias estaduais de saúde de Santa Catarina e de São Paulo e do Instituto Adolfo Lutz. As autoridades seguem em campo para ampliar o levantamento e orientar ações locais de controle.
Moradores de áreas com maior presença de aves silvestres, proprietários de equinos e profissionais que atuam ao ar livre devem observar as orientações das secretarias municipais e estaduais de saúde, mantendo contato com serviços de vigilância epidemiológica em caso de sinais compatíveis com a doença.
Atualizações sobre investigações e novas confirmações serão informadas pelas secretarias de saúde competentes assim que disponibilizadas.