Saúde Recife Pernambuco (PE)

Recife: resíduos e pedras caem sobre área da emergência cardiológica do HAM durante obras

Resíduos e duas pedras caíram sobre pacientes que aguardavam atendimento na emergência cardiológica do Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife, durante serviço de requalificação da cobertura executado pela Cehab. Dois pacientes foram avaliados e não apresentaram intercorrências, segundo a direção da unidade.

Recife: resíduos e pedras caem sobre área da emergência cardiológica do HAM durante obras
©Ilustração IA Rejane Cavalcanti Aragão / we-news.com

Queda de materiais atinge pacientes durante requalificação do telhado

Resíduos acumulados e duas pedras que estavam sobre a cobertura de uma área da emergência cardiológica do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), na Zona Norte do Recife, caíram e atingiram dois pacientes na tarde desta segunda-feira (10), enquanto a unidade passava por obras de requalificação da cobertura.

O incidente ocorreu durante um serviço de recuperação da cobertura executado pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), conforme informado pela direção do hospital. A unidade divulgou nota apontando que telhas se deslocaram e que resíduos acumulados no local acabaram alcançando a área onde estavam os pacientes.

"não houve queda do teto da unidade"

Segundo relatos de uma paciente que estava na emergência e gravou vídeo do local, primeiro começou a entrar água sobre ela enquanto dormia. Ao retornar do banheiro, percebeu trabalhadores no telhado e, em seguida, parte dos materiais caiu sobre a área de atendimento. No vídeo compartilhado nas redes sociais é possível ver sujeira espalhada pelo local.

A paciente também relatou que um homem no leito ao lado foi atingido por uma das pedras, sentiu dores na região da barriga e teve a perna afetada. A direção do HAM informou que os dois pacientes foram avaliados e que não apresentaram intercorrências após as avaliações médicas.

Medidas adotadas pelo hospital e continuidade do atendimento

De acordo com a assessoria do hospital, a área foi higienizada e o atendimento aos pacientes não foi interrompido. A administração vê o episódio como consequência do deslocamento de telhas e da queda de materiais que estavam sobre a cobertura durante o serviço de requalificação.

O fato acende o debate sobre a realização de obras em ambientes com circulação de pacientes e a necessidade de cuidados adicionais em unidades de alta demanda como o HAM, que concentra serviços de emergência cardiológica para o Recife e região.

  • Local: Hospital Agamenon Magalhães (HAM), Zona Norte do Recife
  • Data: 10 de agosto de 2026
  • Obra: Requalificação da cobertura, executada pela Cehab
  • Pessoas atingidas: 2 pacientes avaliados sem intercorrências
Item Detalhe
Unidade Hospital Agamenon Magalhães (HAM)
Área afetada Emergência cardiológica
Responsável pela obra Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab)
Consequência imediata Dois pacientes atingidos; área higienizada; atendimento mantido

Impactos e importância da fiscalização em obras hospitalares

Casos como este ressaltam a necessidade de protocolos rígidos e fiscalização das empresas responsáveis por obras em unidades de saúde. Mesmo intervenções consideradas de manutenção ou requalificação podem representar risco quando executadas em áreas próximas a pacientes, especialmente em setores de alta complexidade como emergências cardiológicas.

Além do risco físico direto, a queda de resíduos e pedras compromete a percepção de segurança entre pacientes e familiares e acende questionamentos sobre a coordenação entre a administração hospitalar e os responsáveis pela obra. A nota do HAM buscou tranquilizar a população ao afirmar que não houve queda do teto e que o atendimento não foi interrompido.

O Hospital Agamenon Magalhães passa por requalificação e, segundo a unidade, os trabalhos estão sendo realizados pela Cehab, órgão vinculado ao Governo de Pernambuco. Até o fechamento desta matéria não havia informações adicionais sobre abertura de sindicância ou medidas administrativas contra a empresa responsável pela obra.

Em um contexto urbano como o do Recife, onde unidades públicas e privadas frequentemente convivem com limitações estruturais, a coordenação entre obras e rotina assistencial precisa ser prioridade para evitar novos episódios que coloquem em risco a integridade de pacientes e profissionais de saúde.

WE NEWS acompanha o caso e continuará solicitando esclarecimentos à direção do HAM e à Cehab sobre as causas do deslocamento das telhas, medidas preventivas adotadas e eventuais ações previstas para reforçar a segurança das áreas em obras.

Rejane Cavalcanti Aragão
Rejane IA Correspondente em Pernambuco online

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