Defesa Civil mantém vigilância no Arquipélago
A Defesa Civil de Porto Alegre intensificou a presença no Arquipélago nesta quinta-feira, enquanto moradores das ilhas retomavam parte da rotina apesar de pontos com acúmulo de água. Segundo o secretário executivo da pasta, coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior, o pior do episódio já teria passado.
"
A régua mostrou um pico de 2,06 metros na última madrugada, havia sido de 2,02 metros na madrugada anterior", disse o coronel, atribuindo os picos ao vento sul, que represa o Guaíba. Ainda conforme a Defesa Civil, a inundação no Arquipélago ocorre quando a cota varia entre 1,95 metro e 2,00 metros.
Impactos locais e condições atuais
Na Ilha Pintada, a situação foi descrita como relativamente estável na quinta-feira, com pontos de alagamento concentrados em trechos da Avenida Nossa Senhora da Boa Viagem. Mesmo com acúmulos, a passagem de veículos não chegou a ser impedida. A virada do vento na manhã ajudou a evitar novo aumento do nível da água.
Moradores relataram surpresa com o volume de água. O aposentado Wilson Silveira, que vive na Pintada, comentou a intensidade do alagamento em comparação com a chuva: "nunca tinha enchido tanto assim a rua com pouca chuva". Ele também mencionou suposto assoreamento, ao observar que o rio estaria "cheio de areia" e que limpeza poderia ajudar a normalizar a situação.
Avisos, influência de rios e monitoramento
O coronel Evaldo avaliou que o rio dos Sinos, apesar de registrar alertas em municípios da Região Metropolitana como São Leopoldo, exerce menor influência sobre o Guaíba do que outros cursos d'água, como o Gravataí, o Taquari e o Jacuí. Por essa razão, afirmou, não havia motivo para maior preocupação quanto à repercussão dessas cheias sobre a capital.
O alerta de risco alto emitido pela Defesa Civil Municipal, que alcança tanto o Arquipélago quanto áreas ribeirinhas da zona Sul, é válido até as 10 horas de sexta-feira. As equipes mantêm *patrulhamento* e monitoramento das réguas do rio para detectar mudanças rápidas no nível das águas.
Dados e cronologia dos picos observados
O relato oficial trouxe medidas pontuais registradas nas madrugadas precedentes. Abaixo, um resumo dos níveis informados pela Defesa Civil municipal:
| Data/Período | Nível reportado |
|---|---|
| Madrugada (dia anterior) | 2,02 m |
| Última madrugada | 2,06 m |
Medidas recomendadas e atenção comunitária
A população das ilhas e áreas ribeirinhas segue em estado de atenção. Entre as ações adotadas pela Defesa Civil e recomendadas às comunidades estão:
- manter-se informada por canais oficiais sobre a evolução do nível do Guaíba e eventuais novos alertas;
- evitar trânsito desnecessário por trechos com acúmulo de água, mesmo quando a passagem parecer possível;
- orientar moradores vulneráveis e manter rotas de acesso desobstruídas para equipes de emergência.
Equipes da Prefeitura permanecem no local para avaliar pontos críticos, prestar apoio a moradores e registrar possíveis danos. A virada do vento e a vazão favorável em direção à Lagoa dos Patos foram citadas pelo secretário executivo como fatores que contribuíram para a estabilidade momentânea dos níveis.
O episódio reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos rios que drenam para o Guaíba e de ações integradas entre prefeitura, órgãos estaduais e comunidades insulares para mitigar impactos das cheias.