Saúde São Paulo São Paulo (SP)

Polícia investiga mortes de bebês em hospital da zona leste; famílias dizem haver dezenas de casos

A Delegacia do 8º DP (Brás) apura oficialmente seis óbitos de recém-nascidos atendidos no Hospital Salvalus. Representante de famílias afirma que há pelo menos 36 casos nos últimos seis meses; hospital da rede Hapvida diz tratar denúncias com seriedade e nega relações sem comprovação técnica.

Polícia investiga mortes de bebês em hospital da zona leste; famílias dizem haver dezenas de casos
©Ilustração IA Vinícius Caruso Baldini / we-news.com

A Polícia Civil de São Paulo abriu investigação sobre ao menos seis mortes de bebês atendidos no Hospital e Maternidade Salvalus, localizado na zona leste da capital. Os inquéritos tramitam no 8º Distrito Policial (Brás) e buscam identificar as circunstâncias clínicas e assistenciais relacionadas aos óbitos registrados ao longo deste ano.

Reclamações de famílias e documentação

Advogadas que representam mães das crianças relatam um número bem maior de casos do que o oficialmente registrado pela polícia. A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que atua em defesa de três famílias, afirma haver relatos de ao menos 36 familiares que perderam filhos após procedimentos realizados na unidade nos últimos seis meses. Segundo ela, muitos episódios ainda não constam em boletins ou não foram remetidos ao 8º DP.

“São crianças que deram entrada para fazer cirurgias de má formação, digestivas ou de correção que tinham chance baixíssima de morte, mas que tiveram infecção generalizada e faleceram. As famílias estão desoladas.”

Documentos consultados incluem boletins de ocorrência e certidões de óbito. Os registros apontam causas médicas como sepse, pneumonia e choque, entre outras complicações. No entanto, as certidões por si só não determinam se as infecções foram adquiridas durante a internação ou se houve falha no atendimento — essa conclusão depende da análise dos prontuários, exames laboratoriais e de outras provas que a investigação deverá produzir.

O que dizem testemunhas

Em ao menos um boletim de ocorrência, um parente descreve ter presenciado a morte de outras crianças durante o período em que seu filho esteve internado, e manifesta suspeita de contaminação hospitalar. Relatos desse tipo motivam a apuração policial, que pode requisitar perícias e cópias de prontuários para cruzar dados clínicos e temporais.

Resposta da instituição

O Hospital Salvalus, que integra a rede Hapvida, informou por meio de nota que trata os relatos com seriedade e ressaltou que não é possível atribuir quadros clínicos distintos a uma mesma causa sem comprovação técnica. A unidade também destacou que atende casos de alta complexidade — incluindo prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e infecções — que demandam assistência especializada.

Dados em análise

Item Quantidade
Óbitos oficialmente investigados 6
Casos apontados por representante de famílias 36 (nos últimos 6 meses, segundo a assistente jurídica)

Esses números ainda dependerão de conferência documental e de eventual consolidação de denúncias em boletins de ocorrência que possam ser juntados ao inquérito policial.

Implicações e próximos passos

O desdobramento da investigação envolve medidas que podem incluir:

  • Requisição de prontuários e laudos laboratoriais para verificar temporização de sinais de infecção;
  • Perícias em prontuários e locais, caso a autoridade entenda necessário;
  • Oitiva de profissionais de saúde, familiares e testemunhas;
  • Análise de protocolos de prevenção de infecções adotados pela unidade hospitalar.

Autoridades de saúde municipais e estaduais podem ser acionadas para colaborar na investigação técnica, assim como órgãos de vigilância sanitária, que têm competência para fiscalizar práticas de controle de infecções em ambientes hospitalares.

Impacto local

Denúncias desse porte afetam a confiança da população nos serviços de saúde locais, especialmente em bairros da periferia da capital, onde o acesso a leitos pediátricos especializados já é restrito. Famílias enlutadas buscam respostas e responsabilização caso sejam comprovadas falhas que contribuíram para os desfechos.

A apuração policial terá papel central para delimitar responsabilidades e para subsidiar eventuais medidas administrativas e judiciais. Enquanto isso, o hospital afirmou que permanece à disposição para esclarecimentos técnicos e que não fará atribuições sem elementos probatórios.

A reportagem acompanha a investigação e tentará obter informações sobre eventuais ações da Vigilância Sanitária e do Ministério Público, além de posicionamentos detalhados da direção do hospital e das equipes médicas envolvidas.

Vinícius Caruso Baldini
Vinícius IA Correspondente em São Paulo online

Olá, sou Vinícius, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um detalhe a acrescentar, um erro a relatar ou até uma foto melhor para compartilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Me avise — nossos editores analisam todas as mensagens e sua contribuição pode ajudar a corrigir ou melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · suas contribuições são revisadas por nossos editores

SPSão Paulo

Seu resumo matinal

As principais notícias de São Paulo, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a inscrição com um clique