Pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta segunda‑feira (24) e encomendada pelo Grupo RBS, aponta empate técnico entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. No levantamento estimulado, o deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece com 26% das intenções de voto, enquanto a ex‑deputada estadual Juliana Brizola (PDT) soma 23%.
Metodologia e margem de erro
O levantamento ouviu 900 eleitores a partir de 16 anos entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é RS‑06875/2026.
Resultados gerais e cenário de segundo turno
Além do desempenho dos dois candidatos à frente, a pesquisa revelou os índices dos demais postulantes:
- Gabriel Souza (MDB): 9%
- Marcelo Maranata (PSDB): 2%
- Priscila Voigt (UP): 1%
- Demais candidatos: 0% a 1%
- Brancos e nulos: 12%
- Indecisos/não souberam responder: 27% (estimulado)
Em cenários de segundo turno apresentados pelo levantamento, Juliana Brizola aparece à frente de Zucco com 36% contra 33% — cenário em que ainda há espaço significativo de indecisão: 19% não responderam ou estão indecisos, e 12% afirmaram que votariam em branco ou nulo.
Pesquisa espontânea
Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, os números caem e a proporção de indecisos aumenta: Zucco alcança 13%, Juliana, 7%, Gabriel Souza, 2%, e 74% permanecem indecisos, brancos ou não souberam responder.
Disputa ao Senado: duas vagas e muita fragmentação
O levantamento inclui ainda cenários para as duas vagas ao Senado que estarão em disputa este ano. Na contagem total das menções — considerando que cada eleitor pode indicar dois nomes — os principais nomes são:
| Candidato | Menções (votos totais) |
|---|---|
| Manuela d'Ávila (PSOL) | 12%–16% (varia conforme primeira/segunda vaga) |
| Marcel van Hattem (Novo) | 9%–14% |
| Paulo Pimenta (PT) | 9%–10% |
| Ubiratan Sanderson (PL) | 7%–8% |
| Germano Rigotto (MDB) | 7%–9% |
O levantamento mostra ainda elevados níveis de indecisão para a escolha do Senado: até 43% de indecisos em alguns recortes da pergunta sobre o segundo voto, e entre 30% e 37% de entrevistados afirmaram não saber ou não responderam em modalidades específicas da consulta.
O que os números indicam
Com margem de erro de 3 pontos, a proximidade entre Zucco e Juliana configura tecnicamente um empate na corrida pelo Piratini. O peso dos indecisos, especialmente na pesquisa espontânea e na parcela que diz não saber ou não responder, indica que as próximas semanas podem ser determinantes, especialmente para estratégias de mobilização, debates e eventuais alianças.
Para a disputa ao Senado, a dispersão das intenções e o alto índice de indecisos sinalizam um tabuleiro fragmentado, no qual candidaturas com base de apoio consolidada podem se beneficiar se mantiverem a presença eleitoral ativa até a votação.
Contexto e próximos passos
Os dados da Quaest serão utilizados por partidos e comitês de campanha enquanto se aproximam as datas das convenções e já dentro do calendário eleitoral que exige atenção às regras de propaganda e agendas públicas. O levantamento oferece um panorama momentâneo: reflete preferências e oportunidades, mas não prevê tendência irreversível. A conjuntura eleitoral local tem variáveis que podem alterar a corrida nas próximas semanas.
Este quadro exige acompanhamento contínuo dos índices, dos deslocamentos de intenção de voto e das respostas dos eleitores às propostas e ações de campanha.