Uma pesquisa do Instituto IRG divulgada nesta quinta-feira revela um quadro de elevada indefinição na disputa pelas duas vagas ao Senado pela unidade federativa do Paraná. No cenário estimulado para a primeira vaga, Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT) aparecem tecnicamente empatados, com 19,6% e 19,3%, respectivamente, segundo os números apresentados pelo instituto.
Amplitude da indefinição entre eleitores
O levantamento também mostra que a parcela de eleitores que se declara indecisa permanece alta, um indicador de volatilidade que pode redefinir posições até a reta final da campanha. Na modalidade espontânea, 71% dos entrevistados disseram não saber em quem votar — reflexo de uma disputa ainda em formação e da baixa fixação de preferência no eleitorado.
Outros percentuais ilustram a dispersão de intenções e a possibilidade de mudanças nos próximos meses: na pergunta espontânea, Dallagnol lidera com 7,6%, seguido por Gleisi com 5,7%. Votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somaram 5,3%.
Concorrentes e cenário para a primeira e segunda vaga
Além dos dois nomes de ponta, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), alcançou 18% na simulação para o primeiro voto. O deputado federal Filipe Barros (PL) aparece com 16,8%. Percentuais menores surgem para outros concorrentes: Cristina Graeml com 6,2%, Dr. Rosinha com 4,3% e Karen Guerreiro com 4,2%. Candidatos com representatividade ainda muito baixa registraram 0,2% e 0,1% respectivamente.
| Candidato | Simulado (1º voto) |
|---|---|
| Deltan Dallagnol (Novo) | 19,6% |
| Gleisi Hoffmann (PT) | 19,3% |
| Alexandre Curi (Republicanos) | 18,0% |
| Filipe Barros (PL) | 16,8% |
| Cristina Graeml | 6,2% |
| Dr. Rosinha | 4,3% |
| Karen Guerreiro | 4,2% |
Segundo voto e margem de erro
Na simulação referente à segunda opção de voto, o cenário se mostra ainda mais fragmentado. A soma de indecisos (18,5%) e votos brancos ou nulos (15,5%) lidera a tabela, demonstrando que uma parte expressiva do eleitorado não consolidou preferências para compor a chapa final. O instituto informa margem de erro de 2,67 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Implicações para as campanhas
Os dados apontam para uma disputa aberta, na qual estratégias de alcance e de definição de imagem poderão ser determinantes. A proximidade entre os principais candidatos implica que mobilização de base, exposição midiática e decisões sobre coligações e apoios locais poderão deslocar o cenário. Para os políticos, a tarefa é transformar indecisos e eleitores de segunda opção em votos efetivos.
- Alta taxa de indecisão: 71% na espontânea.
- Empate técnico: Dallagnol 19,6% x Gleisi 19,3% (estimulado).
- Importância das estratégias locais: Candidatos com estrutura no interior podem reduzir a incerteza.
Do ponto de vista regional, o resultado ressalta a heterogeneidade do eleitorado paranaense: áreas urbanas com maior exposição a notícias nacionais e municípios do interior com vínculos a lideranças locais reagirão de maneira distinta às iniciativas de campanha. A proximidade entre os percentuais dos candidatos que ocupam as primeiras posições também mostra que pequenas oscilações nas pesquisas podem alterar lideranças.
O levantamento do Instituto IRG oferece um retrato momentâneo: serve como referência para partidos e candidatos, mas não prediz desfechos finais. Resta aos eleitores observar propostas, comparar trajetórias e acompanhar o desdobrar da campanha nas próximas semanas.