Pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (22) aponta que, em Pernambuco, o ex-presidente e candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece com 62% das intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial, contra 29% do senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois chega a 33 pontos percentuais.
Metodologia e margem de erro
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 20 de agosto e ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais. A margem de erro máxima informada para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou menos, considerando nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-01528/2026.
Resultados para primeiro turno e variações
Além do segundo turno, o Datafolha também perguntou em quem os eleitores votariam no primeiro turno, testando dois cenários: um incluindo o candidato Pablo Marçal (PRTB) e outro sem ele. Marçal teve o pedido de registro apresentado à Justiça Eleitoral, mas figura como inelegível até 2032; a questão segue sob avaliação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
| Cenário | Luiz Inácio Lula (PT) | Flávio Bolsonaro (PL) | Branco/Nulo/Não sabe |
|---|---|---|---|
| 2º turno (Datafolha) | 62% | 29% | 7% branco/nulo/nenhum; 2% indecisos |
| 1º turno (sem Pablo Marçal) | 56% | 24% | 8% branco/nulo/nenhum; 4% indecisos |
| 1º turno (com Pablo Marçal) | 55% | 24% | percentuais menores para demais candidatos; indecisos não especificados |
Detalhes do primeiro turno
No cenário do primeiro turno sem a presença de Pablo Marçal, o Datafolha apresenta um conjunto de candidatos com percentuais residuais: nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e outros alcançam entre 1% e 3% cada um, enquanto candidatos de menor expressão registram 0% nas respostas estimuladas. Entre brancos, nulos e quem não pretende votar soma-se 8%, e os indecisos representam 4% do total.
Impactos e interpretações locais
O resultado consolida, segundo a medição, uma vantagem ampla do candidato do PT em Pernambuco, cenário que se alinha a performance histórica do partido no estado em eleições nacionais. A diferença de 33 pontos no segundo turno indica uma folga considerável para Lula, mas o cenário ainda depende de variáveis como alinhamentos regionais, mobilização de eleitores e dinâmica de campanha nas próximas semanas.
- Relevância eleitoral: A vantagem amplia margem de manobra para a campanha do PT no estado, tanto em termos de estratégia quanto de recursos de mobilização.
- Risco de abstenção: Percentuais de branco/nulo e indecisos, embora modestos, podem influenciar resultados locais se houver variação significativa de comparecimento às urnas.
- Presença de candidatos menores: A inclusão ou exclusão de nomes como Pablo Marçal altera marginalmente as intenções, sem, porém, afetar o quadro majoritário apresentado.
Contexto e próximos passos
Esta é a primeira pesquisa do Datafolha divulgada após o começo oficial das campanhas eleitorais, marcada por atos, comícios e inserções nas mídias. Pesquisas subsequentes e debates públicos podem alterar a percepção do eleitorado, principalmente em segmentos específicos e no interior do estado.
O registro na Justiça Eleitoral permite que partidos e candidatos consultem os dados oficiais do levantamento; o TSE segue responsável por decisões sobre registros de candidaturas, como no caso mencionado de Pablo Marçal, cuja situação jurídica permanece em análise.
Em Pernambuco, onde a política costuma refletir identidades regionais e redes de atuação municipal forte, a amostragem de 1.204 entrevistados oferece indicação do momento, mas não substitui a atenção a cenários locais e frentes de campanha que poderão influenciar o resultado final nas urnas.
O acompanhamento das próximas pesquisas e a observação das campanhas nos principais colégios eleitorais do estado serão determinantes para verificar a manutenção ou a mudança desse quadro.