O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contabilizou 954 pedidos de registro de candidatura para as eleições gerais de 2026, encerrados no sábado (15) às 19h. O total representa redução de 16,16% em comparação com 2022, quando o estado registrou 1.138 candidaturas — ou seja, 184 pedidos a menos.
Concentração nas proporções e posições
Da soma dos registros, a maior parte se direciona às disputas proporcionais. São 514 candidaturas a deputado estadual, o que equivale a 53,88% do total de pedidos, e 388 candidaturas a deputado federal, correspondendo a 40,67%. Para o pleito ao Executivo estadual, houve 8 pedidos de registro para governador e o mesmo número para vice-governador. A corrida ao Senado reúne 12 registros, acompanhados por 12 candidatos a primeiro suplente e 12 a segundo suplente.
Comparação nacional
Com 954 registros, Pernambuco ocupa a sétima posição entre os estados com maior número de pedidos de candidatura. O ranking nacional é liderado por São Paulo (2.547), seguido por Rio de Janeiro (2.016), Minas Gerais (1.810), Bahia (1.204), Paraná (1.063) e Rio Grande do Sul (1.048). Goiás aparece logo atrás, com 887 registros.
Perfil dos candidatos
Do total de registros em Pernambuco, 625 são de homens (65,51%) e 329 de mulheres (34,49%). Nas eleições proporcionais, a legislação impõe que partidos e federações preencham entre 30% e 70% das candidaturas por gênero, critério que orienta a composição das chapas.
A faixa etária predominante concentra-se entre 40 e 59 anos, que reúnem 556 registros (58,28%). O recorte por décadas mostra maior incidência nas faixas de 45 a 49 anos (157 registros), 40 a 44 anos (146) e 50 a 54 anos (134). Entre os candidatos mais jovens, há 10 registros de pessoas entre 21 e 24 anos. No segmento etário mais elevado, foram apresentados 2 registros entre 80 e 84 anos e outros 2 entre 85 e 89 anos.
Autodeclaração de cor ou raça e escolaridade
Quanto à autodeclaração de cor ou raça, a maioria dos candidatos se identificou como pardo: 430 registros. Seguem-se 396 brancos e 118 pretos. Há ainda 5 indígenas e 5 amarelos entre os pedidos de registro. No quesito escolaridade, 536 candidatos (56,18%) declararam ter ensino superior completo.
Implicações para a disputa
A redução no número total de candidaturas em relação a 2022 pode sinalizar ajustes estratégicos de partidos, maior seletividade interna ou desafios de financiamento e organização diante do calendário eleitoral. A concentração nas disputas proporcionais mantém a atenção sobre a fragmentação do espectro partidário e a necessidade de articulação para cumprir as regras de gênero e formação de chapas.
- Total de registros em PE: 954
- Queda em relação a 2022: 184 candidaturas (−16,16%)
- Distribuição: 514 (deputado estadual); 388 (deputado federal); 8 (governador); 12 (senador)
Transparência e próximos passos
Com o prazo de inscrição encerrado, o TRE-PE passa a analisar a documentação e o cumprimento das condições de elegibilidade. Protocolos administrativos e eventuais impugnações podem alterar o quadro até o julgamento final dos registros. Eleitores e partidos devem acompanhar a tramitação para identificar possíveis substituições, indeferimentos e recursos que poderão modificar a configuração das candidaturas.
A dinâmica das convenções partidárias e as coligações que se formalizarem nas próximas semanas também terão impacto direto na composição das chapas proporcionais e majoritárias no estado. Medidas como o cumprimento do percentual mínimo de candidaturas femininas e a apresentação de suplentes para a disputa ao Senado são pontos a serem observados durante a análise do TRE-PE.
O cenário eleitoral em Pernambuco começa a tomar forma a partir desses registros oficiais, com reflexos na estratégia de partidos e na definição do debate público até o pleito de 2026. A observação atenta desses números ajuda a esclarecer a competitividade das urnas e quem disputará a representação estadual e federal nas próximas eleições.