Queda recorde do desemprego no Paraná
O Paraná alcançou a menor taxa de desocupação de sua série histórica no segundo trimestre de 2026: 3,1%, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera o recorde anterior de 3,2%, registrado no quarto trimestre de 2024 e novamente no quarto trimestre de 2025.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, o Estado contabilizou o maior número de pessoas ocupadas desde o início da série, em 2012. Dos aproximadamente 6,4 milhões de paranaenses na força de trabalho, cerca de 6,2 milhões estavam em ocupação no período.
Variação anual e composição do emprego
Na comparação anual, o Paraná ampliou o nível de ocupação em 127 mil vagas em relação ao segundo trimestre de 2025. O número de desempregados caiu para 198 mil, o menor patamar já registrado — 7 mil a menos que o ápice anterior, de 205 mil.
Entre as pessoas ocupadas, o setor privado concentrava 3,5 milhões de empregos, dos quais 2,8 milhões com carteira assinada. O setor público empregava 654 mil pessoas, enquanto a informalidade atingia 1,9 milhão de trabalhadores.
Renda média e posição no ranking nacional
A pesquisa também registrou avanço da remuneração média real habitual no Paraná, que ficou em R$ 4.204 no segundo trimestre de 2026 — alta de 6,4% ante o mesmo período de 2025. Esse valor coloca o Estado na quarta posição entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal.
| Indicador | Valor (2º tri/2026) |
|---|---|
| Taxa de desocupação | 3,1% |
| Pessoas ocupadas | 6,2 milhões |
| Desempregados | 198 mil |
| Rendimento médio real | R$ 4.204 |
Interpretação e reações
Economistas consultados em levantamentos anteriores destacam que uma taxa de desemprego entre 3% e 5% costuma ser associada ao pleno emprego. No Paraná, a taxa manteve-se em níveis iguais ou inferiores a 4% desde o terceiro trimestre de 2024.
"Nós chegamos ao maior patamar de empregos gerados na nossa história. O Paraná chegou ao ponto de ter uma economia tão forte que hoje temos mais vagas de emprego do que gente para trabalhar", afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
O pronunciamento do chefe do Executivo estadual reflete a leitura do governo sobre a robustez do mercado de trabalho local. Para analistas, a combinação de crescimento da ocupação e aumento da remuneração média sugere ganhos de produtividade ou melhores vínculos de emprego, mas a manutenção dessas tendências dependerá do desempenho setorial e do cenário macroeconômico.
Contexto nacional
No âmbito federal, a taxa de desocupação recuou de 6,1% para 5,4% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, segundo o IBGE. Apesar da melhora, o indicador nacional ainda permanece acima do melhor registro da série, de 5,1%, observado no quarto trimestre de 2025.
Do total de 108,9 milhões de pessoas na força de trabalho do país, cerca de 103 milhões estavam ocupadas no trimestre, e 5,8 milhões eram desempregadas.
Impactos práticos para os paranaenses
Para a população, a conjunção de menor desemprego e aumento da renda pode se traduzir em maior poder de consumo e melhor capacidade de planejamento financeiro. No entanto, persistem desafios regionais: a presença de quase 2 milhões de trabalhadores em situação informal aponta para necessidades em políticas públicas que ampliem a formalização e a proteção social.
- Taxa de desocupação histórica: 3,1% (2º tri/2026).
- Rendimento médio real habitual: R$ 4.204, alta anual de 6,4%.
- Maior número de pessoas ocupadas desde 2012: 6,2 milhões.
O desempenho recente do mercado de trabalho no Paraná reforça a atenção sobre políticas de qualificação, atração de investimentos e medidas que favoreçam a formalização, para que a redução do desemprego se traduza em avanços sustentáveis na qualidade do emprego.