Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, apontada pela polícia por ter vivido durante mais de um ano como uma adolescente de 12 anos em Joinville, terá audiência de instrução e julgamento na próxima quarta-feira (19) no Fórum da Comarca de Joinville, em ação que tramita na esfera penal. A ré responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade, segundo comunicado divulgado pelos seus advogados.
Objetivo da audiência e participação técnica
A sessão, marcada para iniciar presencialmente às 18h, servirá para ouvir testemunhas de acusação e de defesa. A equipe de defesa informou que dois profissionais de saúde participarão da audiência para oferecer suporte técnico ao processo. Os advogados Lúcio Sousa e Sarita de Paiva afirmaram que apresentarão elementos dos autos que, segundo eles, demonstram a inocência de Amanda e apontam fragilidades na acusação.
"Demonstrará, com base no conjunto probatório dos autos, a inocência de Amanda, evidenciando as fragilidades da acusação e os elementos que sustentam sua versão dos fatos."
Representantes do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foram procurados para confirmar detalhes sobre a audiência, mas, até a publicação desta reportagem, não houve retorno oficial. O espaço segue aberto para manifestação das instituições.
Resumo do caso e investigação
Conforme levantamentos policiais, Amanda teria vivido como filha adotiva de uma família em Joinville por cerca de um ano e dois meses, utilizando o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos para ocultar sua verdadeira identidade. A descoberta ocorreu no dia 2 de julho, após a família adotiva desconfiar de algumas atitudes e realizar buscas pela internet, que teriam apontado ocorrências semelhantes em outros estados.
Denúncias foram feitas às autoridades e, após representações da família, Amanda foi presa. Segundo informações da investigação, a ré teria confessado, em interrogatório policial, a prática dos crimes. As apurações indicaram ainda que havia registros de ocorrência relacionados à mulher em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Impactos e repercussão local
O episódio provocou atenção em Joinville e instiga debates sobre verificação de identidade em processos de acolhimento e adoção, além de levantar questões sobre a segurança de famílias que recebem crianças e adolescentes. A situação também mobilizou autoridades e profissionais da rede de proteção à infância, que acompanham casos envolvendo falsificação documental e fraudes.
O que se espera da audiência
Na audiência de instrução e julgamento, o juízo deverá avaliar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa, ouvir testemunhas e considerar os pareceres técnicos. Eventual comprovação das acusações pode resultar em denúncia formal e posterior julgamento, enquanto a defesa pretende demonstrar inconsistências nas provas de acusação.
Tabela: linha do tempo dos fatos divulgados
| Acontecimento | Data / Período |
|---|---|
| Período em que teria vivido como adolescente | Cerca de 1 ano e 2 meses |
| Descoberta e prisão | 2 de julho |
| Audiência de instrução e julgamento | Quarta-feira, 19, às 18h (Fórum da Comarca de Joinville) |
Orientações e próximos passos
- Comparecimento: a sessão será presencial no Fórum da Comarca; interessados podem acompanhar conforme regras do tribunal.
- Transparência: o TJSC e o MPSC ainda não haviam divulgado posicionamentos oficiais ao fechamento desta matéria.
- Atenção às provas técnicas: presença de profissionais de saúde pode influenciar avaliações sobre capacidade, conduta e verificação documental.
O caso seguirá acompanhando audiência marcada e eventuais desdobramentos judiciais. A reportagem manterá contato com fontes oficiais para atualizar informações sobre o andamento processual, resultados das oitiva das testemunhas e manifestação do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
A repercussão do episódio ressalta a importância de procedimentos de checagem em processos de acolhimento e solidariza familiares de Joinville que buscaram esclarecer a situação após suspeitas. O acompanhamento técnico e judicial será determinante para esclarecer a extensão dos fatos e possíveis responsabilidades penais.