Terceira fase começa nesta quinta e mira cobertura total da área urbana
Joinville inicia nesta quinta-feira (13) a terceira fase de implantação do Método Wolbachia para o combate à dengue. A etapa amplia a tecnologia para outros 11 bairros e alcança uma população estimada em cerca de 100 mil pessoas, aproximando o município de ser uma das primeiras cidades brasileiras a aplicar o método em 100% da área urbana.
Rotas, logística e público contemplado
Segundo a Prefeitura, a liberação dos chamados "Wolbitos" inicia pelos bairros Jarivatuba, Santa Catarina, Jardim Sofia e Zona Industrial Norte. As solturas serão realizadas de terça a sexta-feira, sempre no início da manhã, aproveitando o pico de atividade do mosquito e condições climáticas favoráveis.
- Serão 11 rotas com 2.540 pontos de soltura no total.
- Em cada ponto, é aberto um frasco com aproximadamente 300 mosquitos.
- As equipes envolvidas são da Vigilância Ambiental e da Wolbito do Brasil, com veículos identificados e profissionais habilitados.
Bairros incluídos na terceira fase
| Bairros |
|---|
| América |
| Atiradores |
| Centro |
| Jardim Iririú |
| Jardim Sofia |
| Jarivatuba |
| Parque Guarani |
| São Marcos |
| Santa Catarina |
| Zona Industrial Norte |
| Zona Industrial Tupy (Boa Vista) |
Resultados locais e histórico recente
A prefeitura destaca que a ampliação do método é uma conquista para Joinville e cita resultados recentes: em 2025, a cidade registrou uma redução de 99% nos casos de dengue, e não houve óbitos por dengue nem em 2025 nem em 2026. Esses indicadores são apresentados pela administração municipal como fruto da soma de iniciativas de prevenção e da própria implantação do Wolbachia.
"A implantação da terceira fase do método é uma conquista para Joinville, que se tornou referência no combate à dengue. Em 2025, reduzimos o número de casos da doença em 99% e tanto no ano passado quanto em 2026 não registramos nenhum óbito, um resultado da soma de esforços e de diversas iniciativas contra a dengue na cidade"
Fases anteriores e estratégia de engajamento
Conforme a gestão municipal, antes das liberações houve etapa de planejamento de rotas, reconhecimento de campo e trabalho de engajamento com a comunidade. Nas semanas anteriores, agentes de endemias da Vigilância Ambiental percorreram os bairros para orientar moradores sobre o procedimento das solturas. A prefeitura afirma que as liberações serão acompanhadas por monitoramento entomológico para garantir que os Wolbitos se tornem maioria na população local de mosquitos.
Contexto regional e implicações
O avanço do Wolbachia em Joinville insere a cidade num movimento de inovação em saúde pública, alinhado a estratégias sustentáveis de controle de doenças transmitidas por mosquitos, sem uso intensivo de pesticidas. Para moradores e autoridades, a expectativa é de redução contínua de casos e menor pressão sobre hospitais e unidades de atenção primária, especialmente em períodos chuvosos e de maior atividade do Aedes aegypti.
A operação também exige coordenação entre vigilância, educação em saúde e serviços municipais. A continuidade do monitoramento será determinante para avaliar durabilidade do efeito e necessidade de reforços em áreas específicas. A prefeitura informou que os servidores municipais serão fundamentais para a operação, repetindo o modelo aplicado nas fases anteriores.