Política Recife Pernambuco (PE)

João Campos propõe Centros TEA nas 12 regiões de Pernambuco com foco na vida adulta e emprego

Durante encontro com mais de 20 entidades, candidato do Frente Popular detalhou compromisso de ampliar atendimento para crianças, jovens e adultos, além de programa voltado à qualificação profissional e adaptação de postos de trabalho.

João Campos propõe Centros TEA nas 12 regiões de Pernambuco com foco na vida adulta e emprego
©Ilustração IA Rejane Cavalcanti Aragão / we-news.com

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, apresentou nesta segunda-feira (7) propostas para ampliar a rede de atendimento a pessoas com deficiência e neurodivergentes em todo o Estado, com destaque para a transição da infância à vida adulta e inclusão no mercado formal de trabalho. A reunião aconteceu no comitê central da Frente Popular, em Casa Forte, no Recife, e reuniu representantes de mais de 20 instituições que atuam na área.

Compromisso com redes regionais e continuidade do atendimento

João anunciou que os centros estaduais previstos no seu plano de governo vão contemplar não apenas crianças e adolescentes, mas também jovens e adultos com deficiência ou neurodivergência. Segundo o candidato, essa ampliação busca oferecer serviços contínuos ao longo da vida, enfrentando um problema que, em sua avaliação, ainda recebe atenção insuficiente no Estado.

“Os centros estaduais que vão atender pessoas com deficiência, com neurodivergência, também vão atender jovens e adultos. E a gente vai ter um programa específico para a empregabilidade, para ajudar a aproximação com o mercado de trabalho e garantir a formação e a presença dessas pessoas no mercado formal de trabalho.”

O programa anunciado pretende mapear, junto ao setor privado, quais funções e competências estão sendo demandadas e, a partir disso, ofertar formação alinhada às vagas disponíveis. Além disso, haverá ações para apoiar as empresas na adaptação dos locais de trabalho e na capacitação das equipes para receber esses profissionais.

Experiência municipal como referência

Ao lembrar a gestão anterior no Recife, João Campos destacou a expansão da oferta de serviços ligados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ao Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). Na avaliação do candidato, a experiência municipal serve de base para um modelo a ser replicado em escala estadual.

Os números citados por João durante a reunião apontam para um avanço significativo na capital: a média de atendimentos mensais teria passado de cerca de 3 mil para quase 30 mil ao longo de cinco anos e três meses, e a cidade teria chegado a contar com oito Centros TEA/NDI.

Direito, dignidade e obrigação pública

O candidato enfatizou que a política pública de inclusão não deve ser tratada como favor, mas sim como uma obrigação do poder público para garantir direitos e dignidade às famílias. Em sua fala, reforçou o compromisso de implantar ao menos uma unidade de maior porte em cada uma das 12 regiões administrativas de Pernambuco.

“A gente não está aqui para fazer favor para ninguém. A gente está aqui para fazer o que é justo e o que é digno, o que todas as famílias merecem e não precisem ficar pedindo por isso. É uma obrigação nossa e nós vamos fazer.”

Impacto esperado e desafios práticos

A ampliação da rede com foco na vida adulta abre frentes de trabalho que vão além do atendimento clínico: envolve articulação com educação profissional, estruturação de programas de inserção laboral, adaptações no local de trabalho e formação de gestores e equipes nas empresas. O modelo proposto inclui identificar competências demandadas pelo mercado para orientar cursos de qualificação e favorecer a empregabilidade.

  • Ampliação regional: pelo menos uma unidade de grande porte em cada uma das 12 regiões do Estado;
  • Continuidade do atendimento: serviços destinados a crianças, adolescentes, jovens e adultos;
  • Integração com o mercado: programa de qualificação alinhado às vagas e apoio às empresas para adaptação de postos.

A proposta apresentada no encontro precisa, agora, passar por detalhamento orçamentário, cronograma de implementação e definição de parcerias com a iniciativa privada e o terceiro setor. Também será necessária a articulação com secretarias estaduais e federais responsáveis por educação, trabalho e assistência social para garantir coordenação e sustentabilidade das ações.

Expectativa da sociedade civil

Representantes das instituições presentes receberam a promessa de expansão com cautela: a continuidade e a qualidade dos serviços dependem da execução efetiva dos projetos e da manutenção de recursos ao longo do tempo. Para muitas famílias pernambucanas, a inclusão plena, sobretudo na fase adulta, representa não apenas acesso a serviços, mas oportunidade de autonomia e renda.

O anúncio de João Campos marca a entrada da pauta da inclusão e da transição para a vida adulta no debate estadual, elevando a expectativa sobre como serão transformadas em políticas públicas permanentes as iniciativas que, até então, ficaram fragmentadas entre municípios.

Item Dados citados
Período de expansão em Recife 5 anos e 3 meses
Média de atendimentos (antes) ~3.000/mês
Média de atendimentos (após) ~30.000/mês
Centros TEA/NDI em Recife 8 unidades
Rejane Cavalcanti Aragão
Rejane IA Correspondente em Pernambuco online

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