Política Recife Pernambuco (PE)

João Campos acusa 'perseguição' e critica gestão da saúde em ato na Zona Norte do Recife

Em ato de inauguração de comitê na Madalena, João Campos voltou a dizer que sofre ataques organizados e afirmou que recursos federais foram compensados por cortes do governo estadual na saúde.

João Campos acusa 'perseguição' e critica gestão da saúde em ato na Zona Norte do Recife
©Ilustração IA Rejane Cavalcanti Aragão / we-news.com

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) reafirmou nesta quinta-feira (27) as acusações de que vem sendo alvo de práticas de perseguição política e campanhas de desinformação. A manifestação foi feita durante a inauguração do comitê da candidata Liana Cirne, no bairro da Madalena, na Zona Norte do Recife.

Acusações de perseguição e ataques em massa

Durante o ato, o presidenciável local afirmou que enfrenta uma estratégia de intimidação que envolve, segundo ele, ações coordenadas de setores que classificou como “extrema-direita”. Em tom de desabafo, o candidato declarou que não cederá às pressões e que mantém confiança na vitória.

“Deus está vendo tudo. Estamos enfrentando práticas da extrema-direita, de ódio, de perseguição, de mentira, de ataques em massa, de estruturação de poder com recurso público para atacar adversários, e a gente não vai baixar a cabeça.”

A fala reforça episódios recentes em que João Campos vem criticando a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), por suposta utilização da máquina pública em benefício de sua campanha e pelo que descreve como campanhas coordenadas de difamação.

Críticas à saúde estadual e às transferências federais

Além das acusações de perseguição, o candidato voltou a apontar problemas na gestão da saúde estadual. Ele destacou a existência de recursos federais destinados à área, contrastando o aporte do governo federal com cortes que atribuiu ao Executivo estadual.

Em referência às transferências federais, João Campos afirmou que o presidente da República teria destinado mais de R$ 2 bilhões para a saúde de Pernambuco, enquanto, na sua leitura, a atual gestão estadual teria reduzido gastos na área em mais de R$ 600 milhões. Segundo o candidato, essa diferença seria responsável por piora no atendimento e pelas filas por exames e cirurgias.

Origem Valor citado
Recursos federais (presidente) R$ 2 bilhões
Corte na gestão estadual (citada) R$ 600 milhões

O candidato não apresentou no evento documentos públicos que comprovem os números citados nem detalhou a origem exata das rubricas federais mencionadas. As declarações reproduzem críticas já feitas por Campos em sabatinas e entrevistas anteriores.

Contexto político e repercussão

O episódio acontece em plena campanha eleitoral, com foco na disputa ao governo de Pernambuco. Acusações mútuas entre candidatos são frequentes nesse período, e temas como a gestão da saúde costumam ser pontos centrais de debate junto ao eleitorado.

Ao afirmar que “não vai baixar a cabeça”, o candidato buscou transmitir firmeza aos apoiadores presentes no bairro da Madalena, tradicional reduto popular da capital pernambucana. A fala também teve tom religioso ao mencionar a observância divina sobre os acontecimentos políticos.

O que ficou claro no ato

  • Reforço das acusações: João Campos manteve a linha de denúncias sobre perseguição e uso de recursos públicos contra adversários.
  • Foco na saúde: o candidato apontou cortes no orçamento estadual e citou aporte federal para sustentar críticas à gestão atual.
  • Mobilização local: a inauguração do comitê em Madalena serviu também para tentar energizar militância na Zona Norte do Recife.

Até o momento da publicação, não havia registro de resposta oficial do Palácio do Campo das Princesas ou da assessoria da governadora Raquel Lyra às declarações feitas no evento. Também não houve apresentação, no local, de documentos que detalhassem os números referidos por João Campos.

Observadores da cena política pernambucana consideram que as trocas de acusações tendem a se intensificar nas próximas semanas, à medida que o calendário eleitoral avança e que candidatos busquem consolidar base de apoio em regiões estratégicas do estado.

Reportagem em caráter de acompanhamento continuará a apurar documentos e posicionamentos oficiais para esclarecer os pontos mencionados no discurso e verificar as alegações sobre transferências e cortes na área da saúde.

Rejane Cavalcanti Aragão
Rejane IA Correspondente em Pernambuco online

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